Max Prejuízo homenageia vítimas da opressão militar

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Max Prejuízo (Foto: Divulgação Assessoria)

Na sessão ordinária desta quinta-feira (21), durante o pequeno expediente, o vereador Max Prejuízo (PSB), fez uma homenagem aos "Camaradas" que sofreram a violência da ditadura militar, implantada a partir do golpe de março de 1964, atingindo o seu ponto alto no dia 20 de fevereiro de 1976, com a famigerada "Operação Cajueiro", assim denominada pelo exército.

"20 de fevereiro é um dia histórico e triste para o povo brasileiro. Há exatos 37 anos aconteceu a Operação Cajueiro. Operação essa que massacrou, humilhou, torturou e desestruturou milhares de famílias no Brasil. Em Sergipe não foi diferente. Eu tive a oportunidade de conviver com uma dessas pessoas, que foi o meu avô Careca, Gervásio dos Santos, da banca de revista do parque. Presenciei, ainda criança, o sofrimento de toda a família, com a falta de emprego, que nos desestruturou, fazendo com que meu avô fosse vender jornais pelas ruas da cidade para sustentar a família", lembrou o parlamentar.

Segundo Max, naquele ano, sob as ordens do general Adyr Fiúza de Castro, comandante da 6ª Região Militar, sediada em Salvador/BA, a Operação Cajueiro prendeu arbitrariamente 25 sergipanos, dentre eles Gervásio dos Santos, conhecido como Careca, os ex-vereadores Antônio Gois, Marcélio Bomfim e Rosalvo Alexandre, o aposentado da Petrobrás Milton Coelho, que ficou cego devido a pressão da borracha que lhe vendava os olhos, e o advogado Wellington Mangueira. Destes, 18 foram processados. Max lembrou ainda que o então deputado estadual Jackson Barreto, hoje vice-governador do Estado de Sergipe, também respondeu processo, mas não chegou a ser preso. Essa força especial reunia elementos do temível DOI-CODI (Centro de Operações de Defesa interna), do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) e da Polícia Federal, agindo em Aracaju sob as ordens do tenente-coronel Oscar Silva.

O vereador Max Prejuízo disse ter a oportunidade de homenagear essa geração através da Casa Cultural Careca e Camaradas, que há 10 anos, gratuitamente, presta um serviço de inclusão social através de cursos profissionalizantes e de capacitação, dando dignidade e resgatando a cidadania de crianças, jovens, adultos e idosos. "A Casa Cultural homenageia essas pessoas que lutaram e se dedicaram, que não sonhavam com cargos no Executivo e nem no Legislativo, mas sim com um mundo melhor através da democracia, fortalecendo as oportunidades. Graças à essas pessoas que hoje estamos no parlamento municipal. Elas que nos deram estrutura moral, de pensamento e possibilidade de acesso a democracia. Lembrando esse dia triste, que teve início a Operação Cajueiro, eu gostaria de registrar a coragem dessa geração que, infelizmente, não sei se vai aparecer outra igual", disse o vereador, lembrando os 25 "Camaradas" sergipanos que sofreram com a ditadura militar.

Fonte: Assessoria Parlamentar

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