Mendonça é titular da CPI das escutas clandestinas

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O deputado federal Mendonça Prado (DEM/SE) participou na tarde de terça, 10, da sua primeira reunião como membro-titular da Comissão Parlamentar de Inquérito das Escutas Telefônicas Clandestinas. Essa reunião aprovou por unanimidade o pedido de prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias.

 

A idéia de prorrogar a comissão partiu do presidente da Câmara, Michel Temer, que pretende aprovar uma lei mais rigorosa sobre as autorizações para as escutas telefônicas. O prazo regimental da CPI se encerraria no dia 15 de março, por isso a necessidade de prorrogar.

 

A proposta de adiamento da CPI ganhou força nos dois últimos dias, após a revista Veja divulgar, em reportagem da edição desta semana, que o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz teria grampeado ilegalmente autoridades dos três Poderes, na esteira da Operação Satiagraha.

 

Segundo a reportagem, a PF apreendeu na casa do delegado 932 arquivos de áudio e 26 de vídeo, entre outros documentos. Entre os que teriam sido alvo de escuta ilegal estão a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil); o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu; o governador de São Paulo, José Serra; o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes; e o empresário Fábio Luiz da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

A CPI está na fase final dos trabalhos. Na semana passada o relator, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), apresentou o relatório final, que deveria ser discutido a partir de hoje. O texto de Pellegrino não pede o indiciamento de Protógenes Queiroz, que foi investigado pela comissão por suposto crime de escuta clandestina durante a Operação Satiagraha.

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