Movimento Polícia Unida terá apoio da Alese

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O movimento foi redimensionado, com a inclusão dos policiais e bombeiros militares. (Foto: Adepol)

O Movimento Polícia Unida terá a ajuda do presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), deputado estadual Luciano Bispo, na interlocução dos policiais com o Governo de Sergipe. A confirmação foi dada pelo parlamentar aos diretores das entidades que representam os policiais civis, policiais e bombeiros militares, durante reunião que ocorreu na manhã desta quinta-feira, 11, na presidência da Alese.

“Pela primeira vez eu vejo uma união das polícias civil e militar tão representativa. Vamos tentar o mais rápido possível essa conversa com o governador Belivaldo Chagas”, diz Luciano Bispo.

Desde o início do mês, o Movimento “Polícia Unida” foi redimensionado, com a inclusão dos policiais e bombeiros militares. Atualmente, o movimento é composto pela Adepol, Sinpol, Assomise, Asmirp, Única, Aspra, Asimusep, Amese e a Associação de Cabos e Soldados. E nesta manhã, seus representantes estiveram na Alese para solicitar o apoio dos parlamentares à causa e na aproximação com o Governo do Estado e também entregaram cópia da minuta de Projeto de Lei pelo adicional de periculosidade e da Ata de reunião que definiu a união das polícias por um pleito único.

Os policiais civis, militares e bombeiros militares estão unidos em prol do adicional de periculosidade, uma pauta única, objetiva, simples, jurídica e justa. Este é um direito que consta tanto da Constituição Federal, quanto da Constituição Estadual.

O vice-presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Sergipe (Adepol/SE), Adelmo Pelágio, não demonstrou surpresa com o apoio do presidente. “Sabemos que o presidente Luciano Bispo é um homem que tem uma consonância imensa com os princípios do Estado Democrático de Direito e tem uma sensibilidade muito grande aos dramas enfrentados por todos os operadores de segurança pública. Precisamos reativar a nossa negociação com o governo. Estamos com o espírito aberto, com o espírito de flexibilidade para encontrar um caminho que seja viável economicamente”, diz.

O  presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol/SE), Adriano Bandeira, ressaltou que a pauta de valorização é um direito já garantido pela legislação, faltando apenas a regulamentação no estado de Sergipe para a implementação. “E eu gostaria de deixar um registro, que por decreto, o Governo do Estado colocou como atividade essencial a Segurança Pública e a Saúde, naquilo que se refere à proteção dos servidores e à vacinação. Nossa profissão já traz o perigo como como essência e princípio, pela própria condição de sermos policiais. E quando tratamos do adicional de periculosidade justamente é para compensar este perigo. É uma atividade que no momento de pandemia temos um risco dobrado”, alega.

O presidente da Asmirp, sargento José Marcos Morais Santos, explicou que mesmo na reserva, os policiais continuam á disposição do estado, sendo convocados sempre que há necessidade. “Nossos veteranos estão em conflito na segurança pública, mesmo estando na reserva e entendemos que também temos direito ao adicional de periculosidade pois no nosso dia a dia, continuamos à disposição. Trabalhamos 30 anos e quando vamos para a reserva, continuamos contribuindo em ocorrências e confrontos com marginais. O perigo é constante”, reitera.

Segundo o presidente da Assomise, Adriano José Barboza reis, trata-se de um momento histórico em que estão buscando a união de todas as forças policiais no sentido de aprovar uma pauta única. “Na verdade a gente não deixa de ser policial em momento algum e é importante que o nosso governo entenda como a gente está desempenhando o nosso papel agora nessa pandemia. Não paramos um minuto sequer; estamos adoecendo, lidando o tempo todo com pessoas doentes, contaminando os nossos familiares e morrendo. Precisamos de um reconhecimento e valorização por parte do governo e essa a nossa luta conjunta”, acrescenta.

Estiveram presentes na reunião presidente da Alese, deputado estadual Luciano Bispo; vice-presidente da Adepol/SE, Adelmo Pelágio; vice-presidente secretária geral da Adepol/SE, Flávia Félix; presidente do Sinpol/SE, Adriano Bandeira; diretor de Políticas Sindicais e Associativas do Sinpol/SE; Jean Rezende, presidente da Assomise, Cel. Adriano Reis; presidente da Única, Cb. Will Guerreiro; diretor da Aspra, Alex Silva; presidente da Asmirp, Sargento José Marcos Moraes; vice-presidente da Amese, Mj. Ildomário Gomes (Amese) e Robson Santos, presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros de Sergipe.

Fonte: Adepol

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