MPE investiga R$ 36 mil encontrados em casas de eleitores em Riachão

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Investigação tramita na Justiça Eleitoral em Boquim (Fotos: Portal Infonet)

A Justiça Eleitoral investiga a origem e o destino de R$ 36 mil encontrados com eleitores na cidade de Riachão do Dantas. Do total, R$ 35 mil estavam guardados em uma residência e outros R$ 1 mil estavam na casa de outra pessoa, ambos eleitores que possuem vínculos políticos com um dos três candidatos que disputam as eleições suplementares, que estão ocorrendo no município neste domingo, 1º.

Policiais cumpriram mandados judiciais na sexta-feira

O dinheiro foi apreendido durante cumprimento de oito mandados judiciais expedidos pelo juiz Eládio Pacheco, da 4ª Zona Eleitoral, atendendo pedido formalizado pelo Ministério Público, fruto de denúncias sobre suposto crime eleitoral, que estaria sendo articulado no município. Os mandados judiciais foram cumpridos conjuntamente por agentes civis e policiais militares, em ação articulada pelo delegado Jorge Eduardo, da Polícia Civil, e pelo tenente-coronel Klebson Pinheiro, comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar de Sergipe.

De acordo com informações do delegado Jorge Eduardo, os mandados judiciais foram expedidos e cumpridos na sexta-feira da semana passada, 30. Nas residências, foram recolhidos o dinheiro e também outros materiais de campanha. O nome dos eleitores investigados e o nome da coligação que eles teriam relacionamento político não foram divulgados.

Lívia Gois: investigações ocorrem em função de denúncias

De acordo com informações da chefe de cartório, Lívia Gois, os mandados judiciais são decorrentes da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), que está tramitando na 4ª Zona Eleitoral. Todo o montante está depositado em conta bancária vinculada ao processo judicial e só será liberado ao final da investigação, segundo a chefe de cartório.

O procedimento está em fase inicial e as pessoas que guardavam os recursos já foram citadas para apresentar as justificativas. Ainda não há indícios que demonstrem com clareza se efetivamente os recursos seriam utilizados para eventual prática de crime eleitoral. A investigação prossegue no juízo da 4ª Zona Eleitoral, que tem sede no município de Boquim.

por Cassia Santana

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