Nilson Lima faz críticas ao governador Marcelo Deda

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Lima afirmou que só lhe interessa a eleição para governador / Foto: Arquivo
O ex-Secretário da Fazenda, sr. Nilson Lima, agora candidato a governador do Estado pela legenda do PPS, a qual se filiou há poucos dias, esteve na Sociedade Médica de Sergipe, sendo recebido em almoço na tarde de quinta-feira, 29. Os ouvidos do Governador Marcelo Déda devem ter coçado á vontade, sob influência das declarações do seu ex-auxiliar e agora adversário político.

“Déda – disse Lima – está trabalhando para ficar só. O grosso do PT está insatisfeito e é mais provável que eu surpreenda nas eleições vencendo Deda do que João Alves ganhar as eleições”. Lima foi enfático: “Só serei candidato ao governo do Estado, não me interessa qualquer outra eleição. Se fosse para ser candidato a deputado, estadual ou federal, teria continuado no PT”. “Se não tivesse a certeza que eu tenho condições de concorrer a governador não estaria aqui. O dr. Deda tem ao seu lado as principais lideranças políticas do Estado. O dr. João Alves aglutina um bom número de políticos. Mas há espaços para um terceiro nome, que é o meu”, disse ele.

O sr. Nilson Lima iniciou sua fala com um assunto que interessa à classe médica: as fundações de saúde. Para ele, a manter essa política atual, o governo “está criando três dores de cabeça para o futuro”. Embora ache que as fundações facilitam o poder de compra na área da saúde, ele acha que estas fundações podem se tornar um cabide de emprego: “Os projetos ora em execução não limitam o número de empregados”. Comentou também as parcerias público privadas (as famosas PPPs) que ainda não saíram do papel. “A dificuldade é o montante a ser investido e a divisão do lucro a ser obtido”

Entende Nilson Lima que “o governo perdeu a guerra com os servidores públicos, quando começou a dar tratamento diferenciado. Enquanto nos dois primeiros anos os aumentos acompanhavam a inflação, agora o que se vê é servidor insatisfeito porque umas categorias estão ganhando bem mais que as outras. “O governo perdeu a condição de dialogar”, diz ele. “O caminho agora é tentar melhorar a gestão”, e acrescenta, “é necessário repensar o Estado antes que ele se torne ingovernável”.

Por Ivan Valença

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