Nitinho critica acordo da PMA com a Unimed

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Nitinho (DEM) demonstrou indignação com dívida da Unimed à Prefeitura (Foto: Arquivo Infonet)
O vereador Josenito Vitale (DEM) quer abrir “a caixa preta da secretaria Municipal de Finanças” para  desvendar as entranhas de um acordo firmado entre Prefeitura Municipal de Aracaju e a Unimed, beneficiando a cooperativa médica com um desconto de R$ 127 milhões em dívidas originárias de ISS junto ao município. “Quando retornarmos do recesso legislativo, esta Casa precisa ter independência política para abrir a caixa preta da Secretaria Municipal de Finanças e descobrir como se deu esse presente mui amigo, esse ato de camaradagem promovido pelo prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) à Unimed, renunciando ao dinheiro do povo de Aracaju”, provocou Nitinho.
 
O líder da oposição entende que, “ao renunciar aos R$ 127 milhões, em forma de desconto com validade retroativa a 10 anos, o gestor público pode ter incorrido em ato de Improbidade administrativa”.
 
O democrata assumiu a tribuna da Câmara de Vereadores, na manhã desta quinta-feira, 09 de dezembro, para anunciar que, após o recesso legislativo, vai apresentar requerimento, convocando o secretário de Finanças, o procurador Geral do Município, a Associação de Procuradores do Município de Aracaju, e até os representantes da Unimed para prestarem esclarecimentos sobre o suposto “desconto milionário e gracioso concedido pelo prefeito à Unimed”.
 
Nitinho demonstrou indignação com a atitiude do comunista, alegando que o benefício à Unimed, decorrente da renúncia dos R$ 127 milhões pela PMA, poderiam se reverter em favor da população aracajuana, com a construção de um hospital pediátrico – promessa não cumprida de Edvaldo Nogueira na campanha eleitoral de 2008; com o reabastecimento de medicamentos nos postos de saúde; com a conclusão de obras importantes, como construção de casas, pavimentação asfáltica e implantação de creches no Coqueiral, Santa Maria e Japãozinho.
 
O presidente da Câmara Municipal de Aracaju, vereador Emanuel Nascimento (PT), provocou a revolta dos vereadores ao fazer a mea-culpa, lembrando que o acordo entre a PMA e a Unimed é fruto de Projeto de Lei, submetido e aprovado por unanimidade pelos vereadores no ano de 2009. “Esse acordo foi feito com o amparo da Câmara”, reconheceu. 
 
O vereador Moritos Matos (PDT) não se calou diante da defesa do presidente e corroborou com o discurso de Nitinho. “Da aprovação da lei, nós participamos. O que ficou obscuro neste contexto foi a retroatividade com que a PMA aplicou à Lei em benefício da Unimed. Estamos nos sentindo enganados por esta armadilha”, denunciou.
 
O vereador Fábio Mitidieri (PSDB) também contribuiu com o protesto. “No mérido da Lei, nós realmente votamos. Mas, o que ficou obscuro foi a retroatividade de 10 anos concedida pela PMA. Cometeram um crime”, apontou. 

Fonte: Assessoria de Imprensa 

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