Nivaldo Fernandes e Francisco Gualberto não chegam a acordo

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Audiência aconteceu no Tribunal de Justiça
O deputado estadual Francisco Gualberto e o sindicalista Nivaldo Fernandes ainda não chegaram a um acordo sobre o episódio em que o parlamentar empunhou um facão para o sindicalista. Em audiência realizada na manhã desta sexta-feira, 27, no Tribunal de Justiça, o deputado propôs conciliação, mas Nivaldo preferiu o encaminhamento do processo para o Ministério Público Estadual (PME), para se faça uma transação penal.

Alegando o desrespeito a sua dignidade, o sindicalista não aceitou a proposta do deputado Gualberto. “A ameaça com o uso do facão foi muito desrespeitosa, para que se resolva com um simples acordo de reconhecimento do erro”, argumentou Nivaldo Fernandes. Por parte dele, o processo que investiga o fato, ocorrido em 02 de junho do ano passado, será levado às ultimas instâncias. “O que eu quero é que se apure quem está falando a verdade”, explicou o sindicalista.

Nivaldo Fernandes: “apurem a verdade”
O deputado Francisco Gualberto não quis comentar o encaminhamento do processo com a imprensa. Mas durante o seu depoimento na sessão, ele utilizou o argumento de que “assim como um animal na selva quando sofre um ataque tenta reagir, ele também reagiu à ação do sindicalista”. O advogado do deputado, Paulo Ernani, se apoiou na Lei da Física para reforçar a defesa. “Toda ação corresponde a uma reação e foi isso que Gualberto fez ao reagir aos ataques de Nivaldo Fernandes”, reiterou o advogado.

Na audiência, presidida pelo desembargador Osório de Araújo Ramos, os envolvidos fizeram representação e o processo será encaminhado para o MPE. O procurador Josenias França explicou que a ação passará por uma transação penal. Nesta fase, estabelecem-se penas alternativas para as partes. Caso não haja acordo, o sindicalista poderá oferecer denúncia para o Ministério Público e o processo passará por novas investigações.

Por Valter Lima

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