Organizações Saúde: João desafia vereadores de oposição

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João Alves Filho: "Posso convidar esses céticos" (Foto: Portal Infonet)

“A oposição tem o direito de dizer o que quiser. Eu posso convidar esses céticos para saírem comigo e visitar pelo menos dez unidades de saúde no Brasil gerenciadas pelas Organizações Sociais de Saúde (OS) para eles conhecerem. Eu pago as passagens e hospedagem do meu bolso”. O desafio foi feito pelo prefeito João Alves Filho (DEM) no final da tarde desta quarta-feira, 22, aos vereadores da oposição que votaram contra o projeto.

Segundo João Alves Filho, se os parlamentares chegarem nas dez unidades e entenderem que os hospitais não funcionam bem como se fossem hotéis, eles pagam a passagem dele. “Caso isso aconteça, se eles estiverem com a razão, eu peço desculpas publicamente, eles pagam a minha passagem e distribuem outras com instituições de qualidade”, desafia em resposta à desconfiança de representantes do Sindicato dos Médicos e aos vereadores que acreditam que a maternidade visitada na Bahia foi preparada para receber a visita do prefeito e da comissão de parlamentares.

Ainda sobre a visita à Maternidade administrada pela Santa Casa de Misericórdia, em Salvador (BA), ele afirmou: “Nós tivemos recentemente visitando uma maternidade de alto risco em Salvador em companhia de vereadores, inclusive três deles, médicos da rede pública e saímos de lá encantados. É como se estivéssemos em um hotel, tudo limpo e perfeito”, destaca.

Implantação

O prefeito de Aracaju disse ainda que irá implementar as Organizações Sociais de o mais rápido possível. “Iremos implementar inicialmente duas, inclusive com a previsão da maternidade nova que vamos implantar, até porque só funcionam em unidades grandes. Todos os postos de saúde irão funcionar normalmente. Nada de  mexer neles. Só para citar um exemplo, o paciente que chega no Hospital João Alves com a perna quebrada e passa 15 dias nos corredores. Com a OS, será atendido na hora”, garante.

Ele enfatizou que as OS não tem a finalidade de demitir médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, agentes de saúde e endemias.

“A oposição associou às Fundações, mas as OS não tem nada a ver. Nós estamos contratando gestão, não estamos privatizando nada. A obra é do setor público e o grande beneficiário vai ser o povo que não pode pagar o hospital. Todos os centros importantes como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco trabalham com as OS. Ninguém será demitido. Todos continuarão trabalhando normalmente, mas coordenados por conselhos que estabelecerão metas, sendo uma delas, o nível de satisfação dos pacientes que receberão um formulário dizendo como foram atendidos pelos médicos e enfermeiros e como está a alimentação. O nível de satisfação deve ser de 80%”, esclarece.

Por Aldaci de Souza

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