Para senador, Acordo Ortográfico fortalece a língua

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Senador Antonio Carlos Valadares (PSB/SE)
O senador Antonio Carlos Valadares, líder do PSB no Senado, foi à tribuna nesta terça-feira, 17, defender o acordo ortográfico, diante das resistências por parte de setores de Portugal. O senador disse ser essencial que prevaleça o acordo já assinado e aprovado pela maioria, o que finalmente irá formalizar a unificação do português.

Conclamou todos a ter bom-senso no sentido de que se adote uma forma comum de comunicação escrita, para “que nosso idioma tão rico e tão diversificado não permaneça no ostracismo oficial, internacional, sendo falado por centenas de milhões, mas tratado como se fosse uma língua de algumas dezenas de milhares, apenas por conta de diferenças menores de grafia”.

Minutos após o pronunciamento do senador, Nelson Calafate, membro da Academia Luso-Brasileira de Letras telefonou para o gabinete de Valadares elogiando o discurso e solicitando uma cópia de sua íntegra.

Em seu pronunciamento o senador citou o professor Arnaldo Niskier, membro nato da Academia Brasileira de Letras que, em artigo publicado na Folha de São Paulo, disse que certos meios culturais e uns poucos jornais de Portugal estão estimulando uma “guerra de palavras”. Para o senador, atitudes como as adotadas por aqueles segmentos portugueses põe em risco o destino comum de vários povos que conquistaram o raro privilégio de falar a língua de Euclides da Cunha e Fernando Pessoa.

Para Valadares, questões menores não podem continuar impedindo os povos que falam a língua portuguesa de ocuparem o lugar a que tem direito legítimo. O português é falado por 270 milhões de pessoas, mas como não possui ainda um vocabulário comum, não é reconhecido pela comunidade internacional como um único idioma.

A ONU utiliza seis línguas oficiais: árabe, chinês, espanhol, francês, inglês e russo e em quase todas as suas reuniões outros idiomas são traduzidos simultaneamente para essas línguas. O fato de a ortografia do português ainda não ser comum a todos os povos que falam esta língua, impede que ela seja reconhecida pela comunidade internacional, já que temos 270 milhões de falantes em português, por exemplo, e apenas 77 milhões falam francês. 

   

      

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