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Representantes dos movimentos sociais divulgam resultados parciais (Fotos: Cássia Santana/Portal Infonet) |
Em Sergipe, os movimentos sociais já apuraram cerca de 90% das 1,5 mil urnas instaladas nos 75 municípios em consulta popular [plebiscito] ocorrida no início deste mês pela formação de uma Assembleia Nacional Constituinte para propor a reforma política brasileira. Com mais de 184 mil votos apurados, mais de 98% dos sergipanos disseram “Sim” à proposta defendida pelos movimentos sociais em nível nacional.
O resultado parcial do plebiscito realizado em Sergipe foi divulgado nesta terça-feira, 16, por representantes do Movimento Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintese), Movimento Nacional dos Direitos Humanos (MNDH) e Marcha Mundial de Mulheres. Estão são apenas algumas das 32 entidades que organizaram o plebiscito nos municípios sergipanos.
De acordo com informações dos organizadores, dos cerca 184 mil votos contabilizados em Sergipe, 181.074 eleitores disseram “Sim” à criação da Assembleia Nacional Constituinte para propor a reforma política no pais, o equivalente a mais de 98%. Apenas 2.735 foram contrários à proposta defendida pelos movimentos sociais. Foram contabilizados 69 votos em branco e outros 146 votos nulos.
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Rawy, ao centro: perspectiva de atingir 200 mil votos |
A comissão organizadora do plebiscito em Sergipe pretende concluir toda a apuração até a próxima semana. Os resultados totais serão encaminhados para a Comissão Nacional que organizou o plebiscito no país, que tem sede em São Paulo. No mês de outubro, após as eleições, os organizadores se encontrarão em plenária nacional a ser realizada em Brasília, momento em que os resultados contabilizados no país durante o plebiscito serão encaminhados ao Congresso Nacional.
Os organizadores estão satisfeitos com os resultados parciais apurados em Sergipe. “Acreditamos que vamos atingir a meta dos 200 mil votos porque ainda estamos recebendo urnas que foram instaladas no interior de Sergipe”, ressaltou Rawy Sena, representante do MST.
O presidente da CUT, Roberto Silva, observou que o resultado do plebiscito será um mecanismo para pressionar os parlamentares da bancada federal a convocar uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva para esta finalidade por meio de decreto legislativo. Os membros desta assembleia devem ser escolhidos, conforme alerta dos organizadores, por meio do voto direto com campanhas eleitorais financiadas com recursos públicos. “O financiamento público da campanha faz com que se tenha uma disputa igualitária”, justifica o presidente da CUT.
Por Cássia Santana
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