Policiais e bombeiros decretam estado de alerta

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Assembleia reúne membros de nove entidades sindicais que compõem o Movimento Polícia Unida (Foto: Ascom/Adepol)

A primeira assembleia geral unificada entre as categorias que compõem o Movimento Polícia Unida ocorreu na tarde desta quinta-feira, 1°, no estacionamento do Teatro Tobias Barreto, em Aracaju. A principal pauta do evento é a cobrança ao Governo do Estado do adicional de periculosidade para as nove entidades sindicais que fazem parte do movimento.

Na ocasião, policiais civis, policiais militares e bombeiros militares votaram e deliberaram as próximas ações do Movimento e o estado de alerta foi decretado. Com a aprovação, as categorias permanecem em alerta para agir na hora que for necessário.

Os demais pontos da pauta também foram aprovados: caminhada passiva até o Palácio dos Despachos; agendamento de homenagem aos colegas mortos e feridos em razão da Covid-19 e da condição de policial ou bombeiro; e próximos atos.

De acordo com o presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Sergipe (Adepol/SE), Isaque Cangussu, a assembleia é considerada histórica e discute assuntos importantes para a trajetória do Movimento Polícia Unida neste mês de julho. “As novas entidades que fazem parte desse movimento antes caminhavam em divergência. Agora todos nós estamos lutando por um mesmo objetivo, que é cobrar do Governo de Sergipe o adicional de periculosidade”, declara. “Nesta assembleia, analisamos a possibilidade das entidades entrarem em estado de alerta neste mês de julho, sempre realizando atos para intensificar nossa reinvindicação”, completa.

Ainda de acordo com Isaque Cangussu, a assembleia também demonstra para a sociedade a importância da união das categorias que compõem a Segurança Pública. “Nós agora caminhamos juntos, o que é importante para a sociedade. Queremos que o Estado faça o mesmo e trabalhe em favor dessa união”, pontua.

Lau, presidente do Asmirp/SE (Foto: Ascom/Adepol)

Durante os pronunciamentos da assembleia, o presidente da Associação dos Militares da Reserva Remunerada e Pensionistas do Estado de Sergipe (Asmirp/SE), conhecido como Lau, relatou as dificuldades atuais da categoria e destacou a importância de uma mobilização geral da classe. “Nós que somos da reserva perdemos com a Reforma da Previdência e estamos aqui para lutar pelos senhores. Peço que fiquem mobilizados e venham para as convocações para lutarmos pelo adicional de periculosidade. Esta luta é de todos e para todos”, declarou.

Segundo Lau, o adicional de periculosidade é um direito da classe e é necessário uma resposta do Governo do Estado. “Estamos sofrendo com a falta de sensibilidade do governador do Estado, mas vamos conseguir este direito”, salientou.

Movimento Polícia Unida

O movimento é composto por  nove entidades representativas dos Delegados, Agentes e Escrivães da Polícia Civil e Oficiais e Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

Governo do Estado de Sergipe 

Portal Infonet entrou em contato com o Governo de Sergipe, mas até o fechamento desta matéria, não houve resposta. A equipe de reportagem está à disposição através do e-mail jornalismo@infonet.com.br.

Por Isabella Vieira e Verlane Estácio

A matéria foi alterada às 20h30 para acréscimo de informações. 
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