Prefeito e servidores negociam em Malhada dos Bois

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Depois de uma tumultuada reunião ocorrida na prefeitura de Malhada dos Bois no final da manhã desta sexta-feira, 6, prefeito e servidores, que reclamam ser vítimas de perseguição, chegaram a um acordo. O prefeito Augusto Cesar se comprometeu a rever o horário de trabalho e a providenciar equipamentos adequados para as mulheres que trabalham varrendo as ruas.

No entanto, numa questão não houve consenso entre as entidades que reclamam os direitos dos trabalhadores e o administrador municipal. “Auxiliar de serviços gerais não é gari”, afirmou o advogado da Central Única dos Trabalhadores, Thiago Oliveira. Por conta disso, a entidade estará entrando na Justiça contra a prefeitura alegando desvio de função desses servidores.

Augusto Cesar se comprometeu a atender algumas reivindicações
Para o advogado da prefeitura, Julio Cesar do Nascimento Rabelo, o entendimento da prefeitura é de que “pelo concurso que eles prestaram, podem exercer sim a função de varredor de rua. Até mesmo por um critério de interesse público”. Ele ressaltou ainda que a alegação de perseguição política é infundada. “Não adianta ficar falando. Eles vão ter que provar na Justiça que existe perseguição. Já que o voto é secreto é preciso provas”, ressaltou Júlio.

Durante a reunião o prefeito também se comprometeu a apurar as denúncias de excessos dos funcionários que trabalham fiscalizando as servidoras. Elas contam que sofrem humilhações desses fiscais e ameaças constantes de corte de ponto.

O presidente da Federação dos Servidores Públicos Municipais do Estado, Edmilson  Balbino Santos Filho, afirmou que “a princípio a situação continua a mesma, mas iniciamos um processo de negociação”. Todos os compromissos firmados hoje pelo prefeito foram documentados e uma comissão dos trabalhadores foi formada para acompanhar se serão cumpridas.

No final da próxima semana essa comissão e os representantes dos movimentos sindicais que participaram da negociação irão se reunir para avaliar se houve melhoras nas condições de trabalho depois da reunião desta sexta.

Por Carla Sousa

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