Presidenciável diz que PCB fará um Governo Popular

Mauro Iasi apoia em Sergipe as candidaturas do PSOL e PSTU (Fotos: Portal Infonet)

O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e candidato à Presidência da República pelo PCB, Mauro Iasi está cumprindo agenda no Estado de Sergipe desde a última quarta-feira, 20, quando participou de caminhada no Centro e de debate na Universidade Federal de Sergipe. Militante do Partido Comunista Brasileiro desde a década de 70, o paulista conversou com o Portal Infonet na manhã desta quinta-feira, 21, falando sobre os cinco eixos que norteiam a sua campanha.

“O partido está num processo muito importante de construção e acho ser fundamental, inclusive por conta das manifestações do ano passado, apresentar uma alternativa. Fizemos o nosso Congresso, decidimos a candidatura própria e meu nome foi indicado no Congresso”, afirma.

De acordo com Iasi, a campanha do PCB para a Presidência da República possui cinco eixos a exemplo da desmercantilização da vida. “Queremos romper com a lógica de que o mercado pode dar conta de solucionar e oferecer bens e serviços para satisfazer as necessidades essenciais e fundamentais [educação, saúde, moradia, transporte]. O Estado deve tratar com direito oferecendo de maneira gratuita, pública, universal, esses serviços que garantem esse direito”, acredita.

Ao lado do candidato a deputado federal Chico Monteiro, ele segue para o Piauí

O presidenciável explicou que o segundo eixo é criar condições econômicas para isso. “Para ter gratuidade, universalidade, acesso ao transporte, saúde, educação, moradia é necessário reverter o caminho econômico que foi escolhido nos últimos anos, não só no atual Governo, como no anterior, do PSDB. Nesse sentido a gente aponta para a reversão das privatizações e colocar sob controle do estado e dos trabalhadores, setores estratégicos da Economia, como produção e distribuição de energia e mineração, além da Reforma Agrária para solucionar um problema urbano do Brasil”, ressalta.

No terceiro eixo, ele destaca as condições políticas para realizar essa transformação econômica e garantir os direitos. “É o eixo central do nosso programa. O que aconteceu ano passado foi um questionamento muito profundo à democracia representativa, ao modelo que se implementou no Brasil, em que o presidente precisou negociar com as bancadas de sustentação oferecendo cargos, as emendas do Orçamento e os financiamentos de campanha, o que gera esse quadro tortuoso que nós temos hoje: um bloco de oposição e situação falando pela mesma sigla e quando chegam ao Governo, esses representantes entre aspas acabam governando para os financiadores de campanha: pequenos grupos de empreiteiros, de medicinas privadas, agronegócios, meios de Comunicação poderosos, que vão pautar o Governo para tirar benefícios”, entende.

Iasi disse que a proposta do partido em relação a isso é radicalizar a democracia direta por meio de um Governo Popular contra esses grupos evitando que caia na armadilha da governabilidade.

“Já o quarto eixo é o resultado disso. Se a gente consegue realizar esses três eixos consegue um patamar para garantir esses direitos, sem abrir mão de férias décimo terceiro e à vida. E o quinto eixo é pensar esse processo de transformação necessária contra a mercantilização, num mundo que caminha no sentido da resistência à globalização, resistência ecológica, dos povos contra a guerra, uma situação explícita da violência. Especialmente na América Latina, a relação não pode ser pensada na diplomacia dos negócios. Não é enchendo o avião de empresários que a gente vai fazer relações diplomáticas”, destaca.

Indagado sobre o que leva os eleitores a darem um voto de confiança aos representantes de pequenos partidos, Mauro Iasi foi enfático:

“No Brasil nós temos partidos pequenos que tratam da grande política que avaliam os caminhos a ser tomados criteriosamente e grandes partidos que se prendem a pequenas políticas, que você não consegue dizer no que eles acreditam, pois numa hora estão aliados com a oposição e depois com outros. São os partidos de aluguel, que vendem seu tempo para a televisão e fazem acordo com quem pagar melhor. Partidos fisiológicos que estavam no Governo do PSDB e agora estão no Governo do PT e estarão em qualquer outro Governo que lhe ofereçam cargos. Verdadeiros partidos políticos sustentados pelos seus militantes, como o PCB que tem 92 anos de história, partidos que tem congresso, claros princípios, ficam preteridos no Horário Eleitoral”.

O presidenciável conclui dizendo que “a maioria da população ainda hoje decide o voto por critérios personalistas, de asssistência, pela exposição na mídia e isso é muito ruim, porque não pode ser dominado por autoridades pitorescas, que fazem dos espaços, interesses de negócios. Nós do PCB construímos e crescemos com consistência política e programas, nunca tivemos benefícios de Governo, de empresários financiando e podemos olhar para a população mostrando que não temos nenhum escândalo por trás e nenhum esquema que sustente a nossa militância política”.

Por Aldaci de Souza

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