Propriá: Câmara abre CPI e apura supostas improbidades do prefeito

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CPI foi instaurada por vereadores e coloca prefeito do município no centro das investigações (Foto: Ilustrativa/Arquivo CMP)

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi aberta pelos vereadores de Propriá, em sessão ordinária nesta última quinta-feira, 14, para apurar supostas fraudes e irregularidades na cobrança de impostos no âmbito da gestão municipal. Os parlamentares também vão investigar se o prefeito Iokanaan Santana (PL) praticou abuso de poder e apropriação indébita.

A designação da CPI, conforme informações da Câmara Municipal de Propriá, acontece após a circulação de áudios atribuídos ao prefeito em que ele estaria assumindo algumas dessas irregularidades. No áudio, há indícios de que na gestão municipal há a prática de tráfico de influência, e faltas de controle e cuidado com a gestão pública e dano ao erário.

O requerimento para abertura da CPI foi formulado por quatro membros do parlamento, sendo eles: Jairo do Bairro Matadouro (MDB), Nego de Marli (MDB), Heldes Guimarães (PSD) e Dilma da Colônia (MDB). A CPI será presidida pela vereadora Dilma da Colônia, com relatoria do vereador Heldes Guimarães. O vereador Pequeno é mais um membro da Comissão.

A investigação terá prazo de conclusão inicial de 60 dias, com possibilidade de prorrogação por período igual, mediante justificativa.

Prefeito

Por meio de nota, o prefeito Iokanaan informou que respeita a autonomia da Câmara Municipal em abrir a CPI, mas foi veemente em negar o teor do conteúdo dos áudios que motivaram a abertura da CPI. Confira trechos da nota:

“Os áudios não são legítimos, não são autênticos. Apresentam um conteúdo editado de diálogos de natureza privada, confundindo os ouvintes quanto à duração de cada fração de segundo que foi ardilosamente montada para denegrir a sua imagem, introduzindo e mesclando fatos geradores anteriores ao início do mandato”, disse. “Sob o ponto de vista jurídico, a montagem caracteriza crime dos seus autores, inclusive quem compartilhou nas redes sociais e nos aplicativos de telefone (WhatsApp), o que será apurado pelo setor competente da polícia de crimes cibernéticos”, acrescentou.

O prefeito concluiu afirmando que vai colaborar com a apuração da CPI para provar sua inocência.

Por Ícaro Novaes
Com informações da CMP

A matéria foi editada às 15h50 do dia 15/05/2020 para acrescentar posicionamento do prefeito*
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