Quebra-quebra na Câmara de Vereadores de Pinhão

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O clima esquentou na noite da última sexta-feira, 30, na Câmara Municipal de Pinhão entre os vereadores Teobaldo Bispo (PV) e Bismarck Chagas (PMDB). Após discussões por conta da antecipação das eleições para a escolha da mesa diretora, os ânimos ficaram exaltados. Resultado: uma bancada derrubada, microfone e copos quebrados. A Presidência da Câmara promete uma ação contra a quebra de decoro parlamentar.

O presidente da Câmara de Pinhão, Teobaldo Bispo, informou que durante a realização da sessão, usou a tribuna para dizer que o novo presidente, eleito para a gestão 2011/2012, Zelito Messias (PR) tinha o direito de ir e vir. “Por conta das críticas de que Zelito saiu do grupo de oposição para o grupo do prefeito e depois deixou a bancada do prefeito para voltar à oposição, eu mostrei que ele tem o direito de ir para onde quiser e que a população é quem deve julgar”, ressalta.

“Bismarck frisou que meu pai tinha dito que se Zelito se vendeu, se vendeu caro. Foi quando eu pedi que não fugisse da ética, envolvendo minha família, até porque meu pai tem mais de 80 anos. Ele ficou bravamente enfurecido quando lembrei que na família dele tem gente com problema na Justiça, assim como na minha. Como ele ficou muito nervoso, foi pedido por várias vezes que se contivesse e em seguida, o som foi desligado. Ele virou a bancada, quebrou o microfone e os copos”, lamenta Teobaldo Bispo garantindo que a Câmara vai entrar com uma ação judicial por danos ao patrimônio público e com um processo por quebra de decoro parlamentar.

Contraponto

O vereador Bismarck Chagas deu a sua versão sobre o episódio na Câmara Municipal de Pinhão. “A questão da mesa ter caído não foi intencional. O debate foi realmente acalorado, o que é natural. O problema foi que ele [Teobaldo Bispo] falou no nome de minha família. Colocou que minha família era suja e cortou o som do microfone. Quando eu ia me levantar a mesa virou. Cheguei a pedir desculpas se o que falei tinha ofendido”, enfatiza.

Bismarck Chagas disse ainda que as pessoas que estavam assistindo à sessão ficaram do seu lado. “A população ficou indignada e vaiou ele, principalmente porque acompanha o nosso trabalho e vê que as sessões não tem hora para começar e se o presidente não vier, liga para dizer que não tem sessão. E ainda por cima coloca um projeto de antecipação da eleição para a presidência para ser votado na sexta-feira”.

Casa apedrejada

Bismarck garantiu que também entrará com ação na Justiça contra a presidência da Câmara, por difamação e depredação da casa da mãe. “Sai da sessão e fui dormir na casa da minha mãe e por volta de uma hora da madrugada, acordamos assustados com pessoas gritando e apedrejando a casa, quebrando várias telhas. Não saímos para ver quem era, mas é muito estranho, pois foi na mesma noite da confusão. Chamei a Guarda Municipal e a polícia também esteve no local constatando a agressão. Vou entrar na Justiça”, promete.

Por Aldaci de Souza

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