Santo Amaro: Concursados continuam aguardando retorno

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Servidores lutam para serem reintegrados aos cargos (Foto: Portal Infonet)

Os 26 concursados da Prefeitura de Santo Amaro das Brotas, que foram exonerados pelo prefeito Luis Herman Mancilla Gallardo (PSL), o Chileno, continuam aguardando o retorno ao trabalho, após decisão judicial obrigando-o a anular o decreto. Eles  lamentam que o gestor esteja concedendo entrevistas à imprensa sergipana, “dando a entender a existência de perseguições políticas”, já que alguns dos afastados trabalharam na gestão anterior.

“Na própria entrevista do prefeito ao Portal Infonet, ele questiona o fato de eu ter trabalhado na administração Ivaldo da Costa recebendo R$ 3 mil. Eu recebia salário de R$ 3 mil, pois exercia cargo de coordenador do Centro de Fisioterapia, que existia na cidade e foi extinto pelo atual prefeito. Por ser coordenador, dobrava minha carga horária trabalhando os dois turnos na época. E não foi nada escondido”, destaca Joran Azevedo Paixão Júnior lembrando que ‘os secretários da gestão anterior ganhavam R$ 3 mil e os atuais ganham mais de R$ 5 mil’.

Joran Júnior disse ainda querer saber como o prefeito Chileno explica a contratação de sete motoristas, se ele mesmo diz que a prefeitura tem só três carros e ainda coloca cargos comissionados para dirigir veículos de secretarias como da Educação e acha desnecessário convocar os concursados”, afirma Joran Júnior lamentando que em todas as entrevistas que o prefeito dá usa o nome dele.

“Isso porque eu fui candidato a vereador e porque trabalhei na gestão passada. O prefeito precisa entender que os 26 servidores concursados não podem ser usados politicamente”, entende enfatizando que foi classificado no concurso para o cargo de fisioterapeuta, em sexto lugar.

CRAS

A assistente Social Janailza Vieira de Lima também foi exonerada do cargo e luta para ser reintegrada. De acordo com ela, a população está sendo prejudicada com o afastamento da psicóloga e de duas assistentes sociais do Centro de Assistência Social (CRAS).

“Com a exoneração dessas profissionais concursadas, as famílias em situação de vulnerabilidade social estão sem assistência. Isso sem contar com a deficiência no setor de Bolsa-Família, devido à falta da psicóloga e assistentes sociais”, afirma.

Ela lamentou ainda que o prefeito ao dar algumas entrevistas relacionando às exonerações com pessoas que trabalhavam na outra gestão, dá a entender que está exonerando os concursados por questões políticas. "Seriam perseguições?”, pergunta Janailza Vieira.

Por Aldaci de Souza

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