Secretário Meio Ambiente participa de debate na Alese

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Representantes da Frente Parlamentar ouviram o secretário de Meio Ambiente (Fotos: Valéria Lima)

Uma Frente Parlamentar em Defesa das Indústrias de Transformação em Cerâmica Vermelha do estado de Sergipe foi constituída a fim de promover debates e decisões para o segmento. Na reunião da frente, realizada nesta segunda-feira, 08, pela manhã, no plenário da Assembleia Legislativa, o secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Genival Nunes, falou da importância econômica do ramo para Sergipe destacando a regularização ambiental do segmento no Estado.

“Precisamos de telhas e blocos para levantar edificações. O bom é que esses produtos são gerados pelo Estado. Diante disso, o Governo do Estado vem estabelecendo estratégias que valorizam a difusão de práticas e tecnologias de eficiência energética, melhorando a produtividade e a gestão ambiental no setor da cerâmica vermelha no Estado de Sergipe”, afirmou Genival.

Genival Nunes: "Matriz energética passou a ser de madeira legal plantada"

Diante das problemáticas existentes em torno do segmento no Estado, onde diversas denúncias eram feitas pela população do interior ao Ministério Público referente à fuligem emitida durante a produção de cerâmicas, o  secretário esclareceu aos participantes que participou da última audiência no Ministério Público do Estado, ocorrida no ano de 2010, e que lá, diante da visita que fez  aos empreendimentos  no interior foram viabilizados condicionantes para melhoria atual situação das cerâmicas.  Resaltou que os municípios que mais produzem a cerâmica são Itabaianinha e Itabaiana.

Contou que para melhor definição de estrutura do segmento, pôde classificar as cerâmicas que visitou em três tipos: Classe A, B e C. Para a classe A, o secretário denominou as cerâmicas estruturadas; a tipo “B” as que trabalham com “fornos abertos” e a tipo “C” as que são conhecidas como olarias e têm características de trabalho familiar.

Esclareceu ainda na audiência que as cerâmicas do tipo A e B têm condições de obter Linha de Crédito para se adequar a lei ambiental, enquanto que as do tipo C, isoladamente, não têm condições de se adequar. Sugeriu um cadastro delas junto ao município e ao sindicato para adequação conjunta.

Para viabilizar melhorias no setor de cerâmicas- total de 125 cadastradas pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema)-  e atender a legislação ambiental, o secretário citou algumas providências tomadas pelo órgão ambiental na época.

“A primeira foi à mudança da matriz energética, que passou a ser de madeira legal plantada, ao invés da utilização da madeira nativa,  promovendo assim o reequilíbrio da Caatinga. A segunda foi a regularização ambiental das Jazidas para utilização da Argila, saindo da clandestinidade.  E por fim, do tratamento da fuligem, com a utilização de forno especial  com lavador de gás”, ressaltou Genival.

Frente Parlamentar

A Frente Parlamentar em efesa das Indústrias de Transformação em Cerâmica Vermelha do Estado ficou constituída por oito deputados: Raimundo Vieira ( como presidente), Angélica Guimarães, Maria Mendonça, Venâncio Fonseca, Augusto Bezerra, Arnaldo Bispo, Gilson Andrade e Francisco Gualberto.

Representando os ceramistas, o presidente das Cerâmicas de Itabaianinha, Jairo Cruz, disse que a linha de crédito para mudança e forno e filtro com lavador de gás foi uma ótima alternativa, entretanto, irá buscar melhor condições com outras financeiras.

Mais de 20 ceramistas participaram do encontro, além de parlamentares, representantes de instituição financeira e órgãos públicos do Estado.

Fonte: Ascom Semarh

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