Segundo fará multirão contra demolição no Bugio

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Danilo Segundo e advogados analisaram o processo (Fotos: Divulgação)
O vereador Danilo Segundo (PSB) e os advogados André Hermínio e Eduardo Gomes, estiveram nesta sexta-feira, 7/01, na 1ª Vara Federal para analisar na íntegra o processo sobre a demolição de casas no loteamento Joel Nascimento, no Bugio. O grupo decidiu fazer um mutirão para entrar com uma cautelar para sustar a decisão da juíza Maria Telma dos Santos, e entrar com uma ação para habilitar os moradores com terceiros interessados e evitar a derrubada das casas, prevista
para acontecer nos dias 11, 12 e 13 deste mês.
 
De acordo com o parlamentar, o mutirão já vai acontecer ao longo deste final de semana, se estendendo até segunda-feira, véspera da data prevista para iniciar a demolição. A justificativa da juíza é de que as casas estão construídas em área de mangue, de preservação ambiental. “Mas existem também edificações construídas sobre mangues em outras áreas da cidade, a exemplo do Jardins e 13 de Julho. Se a lei se aplica a está comunidade do Bugio, deve ser aplicadas da mesma forma em outras áreas da cidade”.

Moradores cobram que a lei seja aplicada para todos
Para Edineide Rodrigues Cruz, presidente da Associação de Moradores do Loteamento Joel Nascimento, a ajuda do vereador neste momento crítico, tem sido de grande importância para a comunidade. “O vereador está ajudando para que não haja a demolição da casas. Essas pessoas que moram aqui no loteamento não tem para onde ir. A vida de cada morador está dentro da nossa casa”, destacou a líder comunitária.

Assim como Danilo Segundo, Edineide diz que a lei tem que ser aplicada de forma igual, para todos “Tem muita construção dentro do mangue na zona sul, mas só a população mais carente é que sofre com isso. Essa ação não é justa”, afirma a presidente da associação. “Estamos sendo despejados, sem ter para onde ir, mas acredito que a ajuda de Danilo vai nos ajudar a resolver esse situação”.

O vereador diz que não é contra uma ação, mas acredita que a Justiça tem que ter mais cautela. Para ele, o erro foi à falta de fiscalização durante a construção das casas, porém, agora já possuem famílias que moram no local há cinco, dez e até 30 anos. “Precisamos juntos, Justiça Federal, Ministério Público, Emurb, IBAMA, ADEMA, Superintendência do Patrimônio da União, associações de moradores, Câmara Municipal e Prefeitura, encontrarmos com tranquilidade e bom
senso uma solução”, enfatiza.

Fonte: Assessoria Parlamentar

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