Servidores de Aracaju fazem protesto em frente à Câmara de Vereadores

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Servidores fazem manifestação contra o aumento salarial (Fotos: Portal Infonet)
Na manhã desta quarta-feira, 2, uma manifestação tripla organizada por servidores do município de Aracaju paralisou o trânsito em frente à Câmara de Vereadores na Rua Itabaianinha. O protesto foi organizado por agentes de trânsito, trabalhadores do nível médio da saúde, além de psicólogos, farmacêuticos, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Sergipe, Augusto Couto, os servidores se mostram contrários ao aumento linear de 6% apresentado pelo prefeito Edvaldo Nogueira no mês passado.

“O Sintasa está reivindicando contra o aumento de 6%, já que na mesa de negociação não fomos contemplados. A mesa leu, releu, mas não houve nenhum debate com nenhuma categoria. Há uma possibilidade de algumas categorias da saúde de Aracaju serem contempladas com aumento, mas nós somos contra. Queremos que todos da saúde sejam contemplados igualmente”, afirma.

Heitor Andrade, presidente do Sindicato dos Psicólogos
Com a mesma opinião o presidente do Sindicato dos Psicólogos de Sergipe, Heitor Freitas de Andrade, discorda do aumento linear. “Nós achamos inadmissível, pois participamos de uma mesa de negociações onde nos foi colocado isso, entretanto houve uma falha, pois nos disseram que era linear e agora os médicos já conquistaram um espaço. Três reivindicações foram prometidas: primeiro precisamos discutir as condições de trabalho, segundo a gratificação que o nível superior recebe não é nivelada por último, o nível superior está ganhando o aumento no nível quatro, quando deveríamos estar no nível cinco. Estamos aguardando a Prefeitura chamar o Sindicato de Psicologia para negociar”, diz.

Enquanto os trabalhadores da área da saúde reclamam do aumento salarial, os guardas municipais reclamam das perseguições sofridas. De acordo com o presidente do Sindicato dos Guardas Municipais Ney Lúcio, a categoria pede a saída do superintendente da SMTT, Antônio Samarone.

Ney Lúcio, presidente do Sindicato dos Guardas Municipais
“Não aguentamos mais as perseguições sofridas. Nós tivemos agora algumas baixas dos trabalhadores que foram perseguidos, impedidos de trabalhar no trânsito e eles estavam lá há seis anos. Então o Samarone que fez uma péssima gestão passada, agora retorna e continua com sua política estritamente repressora para os condutores e reprimindo também os trabalhadores. Paralisamos o trabalho desde ontem e vamos procurar o Prefeito Edvaldo Nogueira para que ele intervenha na situação”, desabafa Lúcio.

Por Bruno Antunes

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