Servidores de Porto da Folha fazem ato na Assembleia

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Categoria realizou um ato na porta da Assembleia (Foto/Divulgação: Pereira Lima)

Servidores do município de Porto da Folha lotaram as galerias da Assembleia Legislativa na manhã desta terça-feira, 5. Eles pediram apoio aos deputados estaduais na luta contra o corte de 20% dos salários. O prefeito Tavares de Almeida Neto (PSD) entrou na Justiça pedindo a ilegalidade da greve e garante que o corte não existe.

A categoria está em greve desde o último dia 29 de setembro por conta da redução e do atraso no pagamento dos salários. Nesta segunda-feira, 4, os trabalhadores filiados ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Porto da Folha, realizaram uma panfletagem na feira explicando aos feirantes e a população de um modo geral, os motivos que levaram à greve.

E na manhã desta terça-feira, fizeram um ato na porta da Assembleia Legislativa e acompanharam a sessão, além de pedir apoio aos deputados.

Servidores lotaram as galerias pedindo apoio aos deputados (Foto: Jadson Santos Alves)

“É muito desrespeito com o servidor público. Enquanto esta situação não mudar, os trabalhadores continuarão fazendo atos e protestos em Porto da Folha e em Aracaju”, destaca o presidente do Sindicato dos Servidores (Simpof), Valmir Lima Cardoso, conhecido como Valmir de Boleiro.

A deputada Ana Lúcia (PT), recebeu os servidores e discutiu a intermediação de uma solução. Também compareceram à Assembleia Legislativa de Sergipe, o vereador de Porto da Folha, Anselmo Rito e o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rubens Marques, o professor Dudu. A categoria também recebeu solidariedade por parte dos deputados João Daniel, Francisco Gualberto e Augusto Bezerra.

Contraponto

O prefeito de Porto da Folha, Albino Tavares de Almeida Neto, explicou na tarde desta terça, que os salários não foram cortados.

“Não tem corte de salários coisíssima nenhuma, inclusive já entramos na Justiça para provar que a greve é arbitrária, é ilegal. Todos eles terão seus salários descontados pelas faltas nos dias da greve. O que a gente fez foi retirar o que os servidores estavam ganhando a mais, estava havendo uma capitalização, mas não existe isso de corte em 20%. O caso está na Justiça. Se eles estiverem certos, o dinheiro retorna”, ressalta o prefeito.

Quanto ao atraso nos salários, Albino Tavares de Almeida Neto confirmou. “Realmente atrasamos os salários por um período de pouco mais de 20 dias em virtude de o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) ter vindo zerado por causa do desconto do INSS, mas a situação já está regularizada e esse atraso não justifica uma greve”, acredita.

Por Aldaci de Souza

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