Servidores de Socorro fazem paralisação e pedem recomposição salarial

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Servidores cobram da Prefeitura pagamento da recomposição da inflação de 2020 e 2021 (Foto: CUT/SE)

Os servidores públicos de Nossa Senhora do Socorro paralisaram as atividades nesta quinta-feira, 9, e fizeram um ato em frente à Câmara de Vereadores do município. A categoria cobra da Prefeitura a recomposição inflacionária de 2020 e 2021.

De acordo com a vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores em Sergipe (CUT/SE), Ivônia Aparecida Ferreira, os servidores públicos foram pedir apoio dos vereadores para intermediar a negociação com a Prefeitura.

“Foram várias tentativas de negociação com a Prefeitura sem sucesso. Por isso, os servidores resolveram pedir ajuda dos vereadores para intermediar nessa negociação. Além da recomposição da inflação, os servidores reclamam da falta de estrutura nos postos de saúde, nas ambulâncias e no serviço de saúde pública de modo geral”, explica.

Participaram do ato e da paralisação servidores públicos, além de enfermeiros, farmacêuticos e odontólogos.

Prefeitura de Socorro

Em nota, a Prefeitura de Socorro informou que desde 2017, a gestão mantém aberta, permanentemente, uma mesa de negociação, com o intuito de dialogar com todas as categorias. “A Prefeitura, reconhece o livre direito de manifestação e respeita a posição dos sindicalistas, mas lembra que nenhuma gestão valorizou tanto o funcionalismo, como a atual. Nos anos de 2017, 2018 e 2019 foram concedidos reajustes salariais acima da inflação”.

“Foi atual gestão quem também criou o auxílio transporte, no valor de 200 reais para todos os servidores, medida bastante elogiada pelo próprio sindicato, seus dirigentes e por todos os servidores. Além disso, desde o primeiro ano, mesmo com todas as dificuldades, os salários são pagos religiosamente em dia, respeitando todas as conquistas. Professores recebem o Piso Nacional de Salário, com reajuste anual e vários cursos de capacitação já foram realizados, reconhecendo o valor de todas as categorias”, diz a nota da Prefeitura.

Quanto à recomposição salarial pretendida, a Prefeitura esclareceu que, além da situação financeira difícil vivida por todo país, existe lei federal que impede estados e municípios a reajustar salários, por conta da Pandemia do coronavírus. “Foi assim em 2020 e agora em 2021, o que não impede o diálogo entre as partes”, finaliza.

Por Karla Pinheiro

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