Sindifisco: membros querem direito a discutir reforma

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Representantes de diversos sindicatos se reuniram com o Sindifisco (Fotos: Portal Infonet)

Representantes de diversas centrais sindicais se reuniram na manhã desta quinta-feira, 4, com o presidente do Sindicato do Fisco do Estado de Sergipe (Sindifisco), Paulo Pedroso. O intuito foi discutir a realidade financeira por qual passa o estado.

Segundo o Sindicato, os representantes não estão dispostos a aceitar a retirada de direitos e garantias dos servidores públicos sob a alegação de uma “suposta crise do Estado”.

De acordo com o presidente do Sindifisco, Paulo Pedroso, durante a reunião, a categoria vai solicitar que os deputados não aprovem a votação da reforma política sem que haja uma discussão com os sindicatos que representam os servidores.

“A carta é um pedido direcionado aos senhores deputados para que antes de qualquer votação eles escutem os servidores para que a gente reflita e chegue a uma conclusão. Tenho certeza que essas medidas de contenção não vão resolver o problema do estado. O problema do estado deve ser encarado na raiz do problema. Hoje o governo é incompetente para arrecadar os recursos necessários para que o estado atenda a população no serviço de saúde, estrutura e pague seus servidores. O governo mensalmente deixa de arrecadar R$ 50 milhões de reais/mês por conta de benefícios fiscais que são concedidos e que já deveriam se expirados, mas são renovados graciosamente e o governo não pode dizer que não tem recurso”, analisa.

Paulo Pedroso diz que medidas de contenção não deve resolver problemas 

Também presente no encontro, o presidente do Sintrase, Waldir Rodrigues, é necessário uma reestruturação política continua. “Transformaram o estado numa continuidade política de grupos e hoje são obrigadas a tomar decisão. A solução é reestruturar o estado de forma que o que está sendo feito hoje não possa ser desmanchado amanhã”.

Para o vice-presidente da CUT/SE, Roberto Silva, os movimentos sindicais liderados pela CUT não aceitam a análise de que o estado passa por crise. “A gente tem uma avaliação que não tem crise, mas uma invenção da crise. O governo tem uma tentativa de tirar direito dos servidores e o argumento usado injusto e que não condiz com a realidade é de uma suposta crise para justificar a retirada do direito dos servidores. O que a gente quer demonstrar com o movimento é que não aceitamos que os servidores paguem por uma crise que não existe e que eles não são responsáveis por ela. A crise que existe é de arrecadação, o governo tem abdicado de fazer a política de arrecadação de crescimento das receitas do estado, ou seja, os servidores estão sendo penalizados”.

Sefaz

A equipe entrou em contato com o assessor de comunicação da Sefaz, Elber Andrade, que esclareceu que o Sindifisco está divulgando informações que acaba confundindo a opinião publica para justificar supostas situação que o estado não vive. Esclareceu ainda que as isenções fiscais que o governo concede tem critérios pré-estabelecidos e esses objetivos é fazer com que a isenção possa render ao estado condições próprios para o desenvolvimento econômico em Sergipe, fazendo com que o estado se torne competitivo e o retorno na geração de emprego e circulação de mercadorias.

Quanto a alegação de que não há crise no estado, o assessor afirmou que não apenas Sergipe, mas todos os estados brasileiros estão passando por uma crise, sendo que o Sindicato coloca que é fictícia.

Por Aisla Vasconcelos

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