Sintese denuncia policial acusado de agredir professora

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Confusão aconteceu em sessão da Câmara Municipal (Foto: Arquivo Potal Infonet)

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese) está processando criminalmente o agente policial e ex-vereador do município de São Cristovão, Israel Sarmento, acusado de praticar agressões física e verbal a idosa professora Vera Lúcia Gomes dos Reis, 60, e também a filha dela, uma jovem de 23 anos que tentou defender a mãe durante a confusão.

Em conversa com o Portal Infonet, a professora Vera Lúcia confirmou as agressões e garantiu que o policial também agrediu, com um tapa no rosto, uma outra professora identificada como Valdice, que ainda não prestou queixa à Polícia porque teria passado mal e saído da Câmara de Vereadores desmaiada, amparada por amigos que a encaminharam a uma unidade de saúde naquela cidade.

A confusão teria sido iniciada por volta das 22h da quinta-feira, 21, logo após a votação de um projeto de lei encaminhado pela prefeita Rivanda Farias Batalha à Câmara Municipal de Vereadores que, na ótica dos professores, restringem direitos adquiridos e corta gratificações conquistadas ao longo dos anos. “Eu estava conversando com umas amigas e ele chegou e me deu um tapa no rosto”, conta a professora. “Minha filha veio me defender perguntando o que estava acontecendo e aí ele também deu um tapa e xingou minha filha”, revela.

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Segundo a professora, na mesma noite, o episódio foi registrado em Boletim de Ocorrência na Delegacia Plantonista, em Aracaju. O Sintese já está adotando providências jurídicas e também denunciará o agente na Corregedoria de Polícia Civil, segundo informou o professor Erineto Vieira dos Santos, diretor do sindicato. “Vamos acompanhar o processo judicial contra o policial, vamos abrir queixa crime na Corregedoria contra o agente e também tentaremos anular o projeto aprovado na Câmara, que foi votado sem ser lido nem discutido”, informa o professor.

O Portal Infonet procurou a Secretaria de Estado da Segurança Pública. A assessoria de imprensa informou que a Corregedoria ainda não recebeu a denúncia e garante que a corregedora Teonice Alexandre está aguardando as lideranças sindicais para tomar os depoimentos e anunciar os procedimentos que serão adotados.

Por Cássia Santana

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