Subvenções: testemunhas teriam empresas de fachada

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Augusto Cesar é assessor do deputado João Daniel (Fotos: Portal Infonet)

Dos depoimentos da tarde desta terça-feira, 7, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/SE), sobre a aplicação das verbas de subvenção distribuídas pela Assembleia Legislativa de Sergipe, dois não conseguiram convencer os representantes do Ministério Público Federal (MPF): Wacil Leandro de Moraes Junior e Augusto César Melo de Souza, acusados de ter empresas de fachada.

De acordo com a procuradora Eunice Dantas, o depoente Augusto Cesar é assessor do deputado João Daniel (PT), que encaminhou recursos da subvenção para a Associação de Cooperação Agrícola do Estado de Sergipe, no valor de mais de R$ 230 mil.

Wacil Leandro teria sido usado como Laranja por Augusto

“Essa associação fechou contratos com a empresa dele e da esposa,  Luciana Brito dos Santos Melo, a BHS. O deputado João Daniel encaminhou recursos para a entidade, ele é assessor e a empresa funciona em Graccho Cardoso e ele não tem nenhuma relação com o município e não souberam esclarecer que tipo de serviço foi prestado. Ele negou serviço, mas reconheceu que teve um cheque”, ressalta.

O depoimento de Wacil Leandro de Moraes Junior, também levantou suspeitas.

“Wacil, que é de outra empresa, a Prêmio, mas tem ligação com Luciana e com Augusto. Eles não souberam explicar o que gastaram, o que fizeram e levantam suspeitas de que são realmente de fachada, já que moram em Aracaju e montaram uma empresa num município que não têm qualquer vínculo, de emprego, de parente, de nada, mal iam lá. O próprio Wacil que disse que adquiriu a empresa do Cristiano, que por sua vez foi usado como laranja por Augusto, destacou que a empresa não tinha patrimônio algum, só a quota em si. No entender do Ministério Público são duas empresas de fachada, que seus representantes não souberam explicar o que gastaram e afirmaram não saber outro serviço a não ser o prestado à Acase”, enfatiza Eunice Dantas.

Também foram ouvidos o gerente do Banese em Capela, Diogo Andrade, que falou sobre a provisão de cheques descontados pelo vereador Antônio Arimatéira, vinculado à Sociedade Musical Lira Nossa Senhora da Purificação;  Adailton Lima Silva, ligado à Associação Comunitária Nossa Senhora da Conceição do Povoado Cobra D’água, em Pacutuba e Maria Valdiná, esposa do ex-prefeito de Tobias Barreto, Diógenes Barreto.

As ouvidas retornam na próxima quinta-feira, 9, a partir das 8h30 no TRE/SE.

Por Aldaci de Souza

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