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Agentes ocuparam as galerias (Fotos: Arquivo Portal Infonet) |
Com as galerias da Assembleia Legislativa ocupadas por agentes do sistema prisional sergipano, a deputada Susana Azevedo (PSC) fez pronunciamento, no pequeno expediente da sessão desta segunda-feira, dia 15, para cobrar que haja isonomia salarial entre agentes e guardas prisionais em Sergipe. Hoje, segundo ela, há uma diferenciação de 55% do salário entre as duas categorias, embora executem o mesmo trabalho.
A deputada afirmou que a luta dos agentes penitenciários por esta isonomia é justa e já vem de algum tempo. Para ela, é um desrespeito o que vem sendo feito com eles. “Isso é inadmissível, quando a Constituição Federal determina a igualdade de salário para servidores que desempenhem a mesma função, quando a própria súmula do STF diz que nenhum servidor deve ser prejudicado, não pode receber menos que outro que desempenhe a mesma atividade”, lembrou, acrescentando que estes são servidores que arriscam diariamente a sua vida no seu trabalho.
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Susana Azevedo lembra que a luta é antiga |
Susana Azevedo disse que é complicado a Assembleia sempre ter suas galerias com os agentes penitenciários cobrando que seja corrigida essa diferenciação que há entre agentes e guardas prisionais, sendo que os agentes recebem 55% a menos que os guardas. “Temos falado, e muitos de vocês são testemunha de quantas vezes vim a esta tribuna para solicitar de vários governos que de uma forma ou de outra resolvesse essa questão, para que pudessem dar maior incentivo e um afago àqueles que estão trabalhando junto com os que não podem estar na nossa sociedade”, declarou a deputada.
No entanto, ressaltou a parlamentar, infelizmente o que se vê é sempre os agentes voltando a esta Casa para solicitar aos representantes do povo apoio às suas reivindicações, classificadas por ela como justas e dignas. “É uma justiça o que eles estão querendo”, afirmou Susana.
A deputada disse que enquanto um guarda prisional tem como salário R$ 2.694, um agente auxiliar recebe R$ 1.740 e muitas vezes são criticados pelos próprios guardas prisionais fazendo o mesmo serviço. “O que nós queremos é que o líder do governo, deputado Gustinho Ribeiro, possa ser essa ponte para os agentes prisionais e, com certeza, eles serão gratos e vão reconhecer, porque é uma turma unida”, disse, acrescentando que os agentes estão cobrando dignidade, justiça e que realmente eles são servidores públicos e merecem respeito e ter essa distorção salarial de 55% corrigida.
Fonte: Agência Alese
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