TCE: Ex-prefeito pode ser responsabilizado por falta d’água em Tobias

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O processo foi encaminhado ao Conselheiro Carlos Pinna, com pedido de citação do ex-prefeito, Adilson de Jesus Santos, responsável à época da execução do contrato (Foto: arquivo ASN)

Inspeção do Tribunal de Contas do Estado (TCE/SE) no município de Tobias Barreto, constatou o não funcionamento de uma obra de cerca de R$ 5 milhões, realizada para fazer o abastecimento de água em povoados da localidade, devido à falta de ligação com a rede elétrica.

De acordo com o apurado pela Coordenadoria de Engenharia do TCE, o sistema construído não entrou em funcionamento porque os poços estão situados em território baiano e o gestor da época não providenciou a outorga de uso da água para que o sistema pudesse entrar em funcionamento. Sem a outorga, a empresa de fornecimento de energia não pôde efetuar a ligação do sistema.

 

Diante da constatação, o Ministério Público de Contas (MPC) enfatizou que o município de Tobias Barreto atravessa grave crise hídrica desde dezembro de 2018 e que “a não funcionalidade do sistema de abastecimento construído em 2016 poderia ser fator de agravamento da penúria de água no município”.

O processo foi encaminhado ao Conselheiro Carlos Pinna, com pedido de citação do ex-prefeito, Adilson de Jesus Santos,  responsável à época da execução do contrato.

 

O MP de Contas cita ainda matérias veiculadas na mídia local que têm destacado a crise hídrica que atinge mais de 35 mil pessoas em Tobias Barreto. O abastecimento nas torneiras tem ocorrido por sistema de rodízio desde que a barragem do município reduziu o nível.
Desde dezembro passado, a barragem do Jabeberi, de 130 m³/hora, projetada para atender a população até o ano de 2037, sofre com escassez de chuvas e assoreamento.
O Portal Infonet entrou em contato com o ex-prefeito Adilson de Jesus (Dilson de Agripino) que esclareceu que tomou ciência da citação de seu nome pela imprensa e que até o momento não foi notificado pelo TCE. Ainda segundo ele, a obra avaliada em cerca de R$ 15 milhões foi dividida em três etapas, sendo que  durante a conclusão da primeira etapa, já estava se encerrando o seu mandato de prefeito e que o município assumiu as demais etapas. 

 

Fonte: TCE/SE 

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