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| Fabiano Feitosa estava fazendo defesa do Deputado Gilson Andrade (Foto: Portal Infonet) |
Os membros do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) também salvaram o mandato do deputado Gilson Andrade. O juiz Fernando Stefaniu, relator do processo, não encontrou indicios de que o parlamentar que indicou as subvenções exerceu ingerência no uso dos recursos e, embora tenha constatada vinculação política entre o parlamentar e o presidente de uma das associações indicadas por Gilson Andrade, opinou por multa.
O juiz classificou como grave e defendeu aplicação da multa de R$ 95 mil como pena ao parlamentar por conduta vedada e o agravante do vínculo político do deputado com o presidente do Centro de Assistência à Saúde, que recebeu R$ 300 mil por indicação do deputado Gilson Andrade repassados no ano passado.
O procurador regional eleitoral, Rômulo Almeida, voltou a defender a cassação do mandato, entendendo como grave o fato do parlamentar enquanto médico prestar serviços a pacientes carentes gratuitamente por meio daquele Centro.
O advogado Fabiano Feitosa defendeu o parlamentar e, na sustentação oral, opinou pela aplicação da multa no patamar menor a exemplo do que foi feito por outros parlamentares, como de Ana Lúcia Meneses apenada com multa de R$ 40 mil.
Mas os membros do Tribunal acompanharam entendimento do relator pela multa de R$ 95 mil, mesmo valor aplicado contra a deputada Maria Mendonça pela gravidade em torno da relação e influência política do deputado com os dirigentes da entidade que atua numa base eleitoral forte do deputado Gilson Andrade.
Por Cássia Santana

