Valadares cobra mais pesquisa e produção em Taquari/ Vassouras

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Senador Valadares
O senador Antonio Carlos Valadares, líder do PSB no Senado, cobrou nesta quarta-feira, 24, do governo maior aproveitamento de silvinita e carnalita do grande depósito destes minerais em Taquari/Vassouras, no município de Rosário do Catete, em Sergipe. Elas são exploradas pela Companhia Vale do Rio Doce, como arrendatária da Petrobras.

“Especialmente a carnalita, de onde sai o magnésio, existe em grande profusão naquela área, magnésio este que tem larga utilização pela indústria de flashs de máquinas fotográficas, pirotecnia e ligas leves de alumínio, além da farmacêutica”, disse o senador, lembrando também que há uma projeção de 850 mil toneladas de potássio,  mas a produção não ultrapassa os 500 mil.

A cobrança do senador por maior aproveitamento e avanço das pesquisas em Taquari/Vassouras foi feita durante audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), para discutir a criação de uma empresa estatal destinada a produzir fertilizantes no país.  À audiência compareceram o Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Cláudio Scliar.

O potássio é matéria-prima indispensável ao desenvolvimento dos vegetais, sobretudo como fertilizante.  Cerca de 95% da produção mundial é consumida na agricultura, sendo 90% desse total na forma de cloreto de potássio, 5% na forma de sulfato de potássio e 5% na de sulfato duplo de potássio e magnésio. O restante é consumido pela indústria química com aplicações diversificadas. O potássio na forma de sais solúveis, como interessa à indústria de fertilizantes, é um produto resultante da meteriorização das rochas ígneas e encontra-se nos mares, lagos salgados e nas jazidas de evaporitos, intercalado nas rochas sedimentares.

Uma estatal de fertilizantes é proposta em anteprojeto dos ministros Stephanes e de Edson Lobão, das Minas e Energia. O objetivo seria a redução dos preços dos fertilizantes já em um prazo de dois anos. De acordo com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o Brasil consome 24,6 milhões toneladas de fertilizantes por ano, mas produz apenas 8,8 milhões de toneladas. Os 15,8 milhões de toneladas restantes têm que ser importados, o que representa um gasto anual de R$ 14 bilhões. Conforme ainda a CNA, o mais grave é a situação do potássio, insumo que exige mais de 90% de importação para suprir a demanda do país. O cloreto de potássio, que foi negociado a menos de R$ 800 por tonelada no começo de 2003, atingiu pico de R$ 1,8 mil por tonelada em fevereiro de 2009. 

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