Vito Giannotti participa de debate em Aracaju

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(Foto: Ascom CUT)

Para marcar os 50 anos do Golpe de Estado que instaurou a Ditadura Militar no Brasil, responsável pela prisão, morte,tortura e extradição de artistas, jornalistas e militantes sociais, a Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE) realizará manifestação pública e debate ‘Pelo Direito à Verdade e à Memória’.

Às 18h30 do dia 31 de março, a central sindical trará o jornalista coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação Sindical, ex-metalúrgico e ex-preso político da Ditadura, Vito Giannotti para um debate no auditório da Sociedade Semear. Ex-presos políticos da Ditadura em Sergipe falarão sobre a atuação dos militares no Estado contribuindo para a reflexão conjunta a cerca do Golpe.

No dia 1º de Abril, há 50 anos da data em que os tanques de militares saíram pela ruas, os movimentos sociais de Sergipe constroem o ato ‘Ditadura Nunca Mais’, no Calçadão da João Pessoa em frente ao Banese a partir das 8h30 da manhã.
A manifestação pede a punição dos torturadores e ditadores, a criação da Comissão da Verdade e Memória em Sergipe e a retirada do nome de ditadores e torturadores de prédios públicos, praças, bairros e avenidas.

“Ao invés de enaltecer estas pessoas que assassinaram, torturaram, cercearam a liberdade e extraditaram uma geração de intelectuais, artistas e militantes sociais, queremos homenagear as brasileiras e os brasileiros que lutaram, muitos perdendo a própria vida, em defesa da democracia e da justiça social no nosso País”, defendeu o vice-presidente da CUT/SE, o professor Roberto Silva.

Para o presidente da CUT/SE, Rubens Marques, o professor Dudu, todo sindicalista brasileiro tem o dever de se manifestar nesta data construindo uma mobilização em defesa da memória da Ditadura Militar.

“A tese é lembrar para que este período de terror não se repita como querem os herdeiros e viúvas dos generais que neste momento realizam Marchas com Deus e pela Família em alguns estados brasileiros. A Ditadura Militar é um tema relevante para toda a Nação, e os sindicalistas que foram vítimas deste regime, marcados pelas torturas, prisões, perda dos direitos políticos não podem deixar esta memória se apagar. Os sindicatos sofreram intervenção do Estado e a perseguição aos sindicalistas não deve ser esquecida. Após 50 anos, o movimento sindical tem o dever de trazer o debate à ordem do dia para que a geração atual saiba o que aconteceu e não aceite a Ditadura nunca mais”, expôs.

Fonte: Ascom

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