Por maioria, projeto que visa fim dos carroceiros é reprovado

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(Foto: Portal Infonet)

O projeto de lei que prevê o fim gradativo das carroças e que tem gerado bastante polêmica na Câmara de Vereadores de Aracaju 33foi barrado, por maioria, na sessão desta terça-feira, 4, em segunda votação. Nesta etapa são apresentadas emendas de outros parlamentares, como contribuição para os projetos. Hoje, foram oito propostas para integrar a matéria, mas todas foram recusadas.

Por conta das acirradas discussões entre os vereadores acerca da eficácia do projeto, chegou-se a cogitar a suspensão da tramitação pelo prazo de 45 dias para que houvesse maiores debates e tentar chegar a um consenso, o que não aconteceu.

Kitty Lima reclamou da reprovação do projeto em plenário (Foto: Arquivo Infonet)

A votação, porém, aconteceu. Após a apreciação das emendas, o projeto foi barrado. Kitty Lima (REDE), mostrou decepção com a decisão da Câmara. “O resultado foi lamentável, visto que na primeira votação, quando conseguimos a vitória, foi comentado que na segunda discussão haveria emendas, para ficar melhor. Houve o diálogo, e mesmo assim recusaram as emendas na hora H. É a prova de que o problema não era o projeto, e sim a pessoa por trás. Falamos ponto a ponto, esclarecemos. Às vezes se faz o discurso sem ler o projeto. Queriam minha cabeça, dizendo que estava prejudicando pais de família. Eu fui a única vereadora que colocou benefícios para os carroceiros. Fizemos audiências públicas, os vereadores não foram, dialogamos com lideranças, fazendo um trabalho bonito. A mobilidade urbana não tem como abarcar carroças, o trânsito está horrível e os maus-tratos são inconcebíveis”.

Na proposta, estava previsto o fim gradativo das carroças na capital pelo período de seis anos. A ideia era que, até que estivessem prontos para ser inseridos no mercado de trabalho, os carroceiros poderiam continuar desempenhando suas atividades, ao mesmo tempo em que passariam por alfabetização e cursos profissionalizantes.

Com a rejeição no plenário, a proposta só pode ser apresentada novamente no exercício do próximo ano.

Por Victor Siqueira

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