Aracaju registra 423 acidentes com animais peçonhentos este ano

A SMS reforça medidas de prevenção, informa onde buscar atendimento e como acionar a Unidade de Vigilância de Zoonoses

Segundo a SMS, a principal forma de prevenção está na eliminação de possíveis abrigos e fontes de alimento desses animais (Foto: PMA)

Aracaju já registrou 423 notificações de acidentes por animais peçonhentos entre janeiro e julho de 2026. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 13, pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), que alertou sobre a importância dos cuidados com esses acidentes. 

Segundo o órgão, os acidentes envolvendo escorpiões representam a maior parte das ocorrências, com o registro de 371 notificações por picadas de escorpiões no ano de 2026. Ao todo, os dados da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) mostram que, entre 2024 e julho de 2026, foram registradas 2.302 notificações por picadas de escorpiões na capital.

Os registros de acidentes com animais peçonhentos nos últimos anos mostram a frequência desses casos em Aracaju, que teve 953 notificações em 2025 e 1.193 no ano de 2024, evidenciando que os acidentes continuam sendo uma importante demanda de saúde pública e reforçando a necessidade de manter as medidas preventivas ao longo de todo o ano.

Prevenção

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a principal forma de prevenção está na eliminação de possíveis abrigos e fontes de alimento desses animais. Manter quintais limpos, descartar corretamente o lixo, evitar o acúmulo de entulhos, madeira, tijolos e materiais de construção, além de vedar ralos, caixas de gordura e bocas de lobo, são medidas que reduzem significativamente o risco de acidentes.

A SMS também orienta que o uso de inseticidas não é indicado para o controle de escorpiões, pois, além de apresentar baixa eficácia, pode dispersar os animais e aumentar o risco de acidentes. “A estratégia mais eficiente permanece sendo a eliminação de abrigos e das condições que favorecem sua permanência”, endossou o supervisor de endemias, José Bonfim.

O que fazer?

Em caso de acidente com qualquer animal peçonhento, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de pronto atendimento. O Hospital Fernando Franco, no Conjunto Augusto Franco, ou o Hospital Dr. Nestor Piva, no bairro 18 do Forte. Levar uma foto ou o próprio exemplar do escorpião – para identificar a espécie – pode ajudar no tratamento com o soro antiescorpiônico.

Além das ações de orientação e monitoramento, a Unidade de Vigilância de Zoonoses atua no acolhimento das demandas encaminhadas pela população, realizando avaliação técnica e adotando as medidas cabíveis em cada situação. O aparecimento de escorpiões ou outros animais peçonhentos pode ser comunicado ao serviço por meio da Ouvidoria da Saúde, pelos telefones 0800 729 3534 (opção 2) ou (79) 3711-5011.

*Com informações da PMA

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