AVC está entre as comorbidades dos óbitos por Covid-19 em Sergipe

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De acordo com a enfermeira e gerente da Área Azul do Huse, Simone Viana, o melhor remédio para evitar um AVC é a prevenção (Foto: Ascom/ SES)

Nos últimos quatro meses, de março a junho, início da pandemia, já foram registrados no Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE) 117 atendimentos a pacientes vítimas de AVC e 70 deles precisaram de cuidados especiais. A orientação é que esses grupos de risco redobrem os cuidados nas medidas de prevenção a Covid-19, já que é uma doença que está entre as comorbidades com óbitos no Estado.

De acordo com a enfermeira e gerente da Área Azul do Huse, Simone Viana, o melhor remédio para evitar um AVC é a prevenção. Grande parte dos pacientes internados na área têm algum tipo de AVC e, em sua maioria, são idosos, que por sua vez, segundo o último boletim epidemiológico elaborado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), desta quinta- feira, 2, a partir dos 60 anos contabilizam 66% dos óbitos em Sergipe.

Para Simone, exercícios físicos regularmente, controle da pressão arterial, alimentação saudável, não fumar e evitar ou controlar bebida alcoólica ajudam nessa prevenção.“Eles chegam com sintomas variados como a perda repentina da força muscular, dormência no rosto, braço ou perna, fala arrastada, dor de cabeça, aumento da pressão intracraniana, náuseas, entre outros. Aqui o especialista atende e solicita exame de sangue, tomografia, ecocardiograma e em casos mais graves uma angiografia do cérebro. O tratamento emergencial com medicamentos deve ser imediato para aumentar as chances de vida e de reduzir complicações ou sequelas”, explicou.

O pai da servidora pública Mariana Souza, 44, estava na sala de casa assistindo televisão e sentiu um formigamento do lado esquerdo do rosto e aos poucos o braço também ficou adormecido. “Eu me desesperei e fiquei nervosa, chamei meu vizinho que é enfermeiro e ele suspeitou de início de AVC. Ligamos para o SAMU, que chegou rápido e levamos ele para o Huse que é o local mais indicado e que contava com neurologista naquele horário. Ele fez tomografia e foi constatado um AVC isquêmico de forma mais leve para o meu alívio. Ele ficou internado aquela noite e seguimos com medicações e as orientações médicas. Hoje o meu pai que tem 76 anos, está bem e tomamos os cuidados por causa da Covid-19”, concluiu.

Fonte: SES

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