Cardiologista alerta sobre os riscos da hipertensão arterial

0

Nesta sexta-feira, 26, é comemorado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A data tem o objetivo de conscientizar as pessoas sobre os cuidados básicos para prevenir a doença. Ssegundo o cardiologista Renato Mesquita, a hipertensão é o mal do século e diariamente são atendidos centenas de pacientes com complicações de saúde devido à doença. Para se ter uma ideia, nos três primeiros meses deste ano (janeiro a março 2019), de acordo com o Sistema Integrado de Informatização de Ambiente Hospitalar (HOSPUB), o Pronto Socorro do Huse já registrou uma média de 220 pessoas com diagnóstico de hipertensão arterial.

Ela acontece quando os valores das pressões máxima e mínima são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg ou (14 por 9). Por esse motivo, o médico explica que essa é a doença que mais impacta em mortalidade no mundo e faz um alerta quanto à prevenção. Ainda de acordo com Renato Mesquita, o diagnóstico é simples, feito somente pela aferição da pressão arterial para saber se os níveis estão alterados ou não. Ele explica que prevenir tomando conta de si mesmo e diagnosticar medindo a pressão sempre que necessário, principalmente adultos acima dos 18 anos e notadamente acima de 35 anos.

“A hipertensão arterial é uma doença que mata muito e todo dia. É uma doença que é negligenciada porque é assintomática, quando o paciente passa a ter sintomas da hipertensão, geralmente são com coisas muito graves como infarto, derrame, perda da função renal levando a diálise, as amputações por causa da diabetes, então, estou falando da doença mais mortal do mundo. Por isso, quando a gente fala em hipertensão a primeira palavra que vem na cabeça é prevenção e isso passa por ter um bom estilo de vida, dormir e comer bem, ter um nível de estresse tolerável, evitar o sobrepeso, fazer exercício físico, dieta balanceada, são muito mais importantes que o tratamento em si”, pontuou o cardiologista.

A ida frequente ao médico é fundamental para acompanhar os níveis pressóricos e os outros fatores de risco associados como a obesidade, diabetes, colesterol, além de fazer o rastreio das outras comorbidades associadas e que só fazem piorar o prognóstico do paciente, aumentando a chance do derrame, do AVC, do infarto e das outras complicações da doença.

Fonte: SES

Comentários