Comitê avalia ‘tendência de alta’ na situação da pandemia em Sergipe

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o Comitê alerta todos os nove estados nordestinos para uma possível segunda onda da doença caso “medidas de flexibilização sejam exageradas” (Foto: Sérgio Silva/PMA)

Em mais um boletim sobre o comportamento do novo coronavírus (Covid-19), o Comitê Científico da região Nordeste avalia uma ‘tendência de alta’ na situação da pandemia em Sergipe. Segundo o estudo, o Comitê alerta todos os nove estados nordestinos para uma possível segunda onda da doença caso “medidas de flexibilização sejam exageradas”.

O grupo científico também ressalta que o Nordeste precisa ter cuidado com turistas oriundos da Europa, já que alguns países europeus, como França, Itália e Espanha, já têm uma segunda onda evidente da doença.

Em relação ao estado sergipano, o Comitê formado pelo Consórcio Nordeste destaca que embora a situação da pandemia venha se mantendo “estável”, há um recente aumento de casos da doença. “Os resultados dos modelos de evolução dinâmica e a análise de risco estão em concordância com estimativas de previsão de risco pandêmico alto, com indicação de recente aumento do número de infectados e estabilidade de óbitos”, avalia o estudo.

Dessa maneira, em virtude do “alto risco pandêmico” em Sergipe, o Comitê Científico vê uma “tendência de alta” no comportamento da doença, com o número de óbitos “tendendo a estabilização”. Além do estado sergipano, o Comitê também faz avaliação semelhante para os estados do Ceará, Piauí, e Bahia. Já Alagoas, Maranhão, Paraíba, e Rio Grande do Norte, apresentam variações de níveis de estabilização, com risco pandêmico entre “moderado” e “em decaimento”.

Em comunicado, a Superintendência de Comunicação do Governo de Sergipe informou que o estado possui um Comitê Técnico-Científico formado por especialistas da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e por professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) que têm avaliado o comportamento da doença diariamente. “Eles estão acompanhado tudo que vem ocorrendo em Sergipe. É bem verdade que houve um pequeno aumento no número de casos, mas não há aumento no número de óbitos, nem aumento significativo no número de internados”, salienta o órgão.

por João Paulo Schneider 

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