Comitê reúne-se para analisar a mortalidade materna, infantil e fetal

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A reunião aconteceu nesta sexta-fera, 23(Foto: Flávia Pacheco ASCOM SES)

O Comitê de Prevenção de Mortalidade Materno Infantil reuniu-se  nesta sexta-feira, 23, no Centro Administrativo da Saúde (CAS), a fim de discutir a nova composição do Comitê, bem como para analisar dados sobre a mortalidade materna, infantil e fetal. De acordo com as análises de índices realizadas pela Vigilância do Óbito da SES, o estado de Sergipe está acima, conforme metas nacionais de redução.

De acordo com a médica sanitarista que atua na Vigilância do Óbito da SES, Priscilla Batista, eleita presidente interina do comitê em Sergipe, os comitês de prevenção de mortalidade materna, infantil e fetal têm um papel importante no enfrentamento dessa situação em lugares em que ocorreram experiências exitosas. O comitê de Sergipe é formado por representantes da SES, da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de Sergipe (Sogise), da Pastoral da Criança, da Sociedade Sergipana de Pediatria (Sosepe) e do Conselho Regional de Enfermagem (Coren).

“Hoje a gente entende que esse momento é bem importante, porque traz ânimo para superar uma situação de saúde difícil. Quando falamos no óbito, estamos falando no fim de um conjunto de problemas que têm a ver, tanto com as condições sociais, como também com a organização da atenção primária, da rede hospitalar, a nossa organização do SAMU, a qualificação dos profissionais de saúde, então estamos falando de um conjunto de ações que precisam ser ajustadas permanentemente, e esse é o papel da Secretaria Estadual de Saúde. A meta do Brasil, e de Sergipe também, é reduzir para, no máximo, 35 mortes maternas por 1000 nascidos vivos. Em 2017 ocorreram 44 óbitos maternos por 1000 nascidos vivos”, explicou Priscilla.

Para a representante do Conselho Fiscal, Silvia Maria de Vasconcelos Palmeira Cruz, a parceria entre os governos federal, estaduais e municipais é fundamental. “Já fui coordenadora estadual da Pastoral da Criança, então sempre estive engajada nessa luta de combate à mortalidade materno-infantil. A Pastoral tem um olhar para a criança mesmo antes de ela nascer. Enquanto Pastoral da criança estamos muito inseridos nas periferias, nas Unidades Básicas de Saúde, analisamos e mostramos indicadores aos governos, na realidade somos todos parceiros e não temos outro objetivo que não seja diminuir a mortalidade e ajudar essas mães e essas crianças. Nós temos que fazer alguma coisa. É importante que cada um faça a sua parte para que haja a diminuição desse número de óbitos, tanto materna e infantil, quanto fetal”, disse Silvia.

Já a médica ginecologista, obstetra e representante da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de Sergipe (Sogise), Thaís Serafim Leite de Barros Silva, comentou que encontros como esse são muito importantes para a valorização da vida das mães e dos bebês.

“Quando se tem um desfecho desfavorável não é apenas a morte da mãe, do bebê, a família morre. Então é toda uma desassistência social. Falar sobre mortalidade materno-infantil é de uma importância extrema e essas reuniões serão muito importantes para isso estar integrando, detectando em quais pontos estamos tendo dificuldades, e que possamos contribuir para uma melhora, evitando, cada vez mais, a mortalidade materna e infantil no estado”, concluiu Thaís.

Fonte: SES

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