Conheça as vacinas aprovadas para uso emergencial no Brasil

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Duas vacinas foram aprovadas pela Anvisa para uso emergencial no Brasil (Foto: REUTERS/Dado Ruvic)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou neste domingo, 17, o uso emergencial de duas vacinas no Brasil: a CoronaVac, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e a AstraZeneca desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a Fiocruz.

De acordo com os estudos apresentados pela Sinovac e Instituto Butantã, a área técnica da Anvisa confirmou a eficácia da CoronaVac. A eficácia durante os testes atingiu a taxa de prevenção de 50,39%. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda o mínimo de 50% de eficácia para aprovação de uma vacina, assim como a Anvisa.

Os técnicos da Anvisa também confirmaram a eficácia global do imunizante em 70,32%. A validação foi confirmada com base no estudo publicado em dezembro pela revista científica The Lancet. A eficácia mede a taxa de sucesso que a vacina apresenta em relação a prevenção da Covid-19 comprado as pessoas que durante o teste da vacina recebeu placebo (medicamento inócuo).

CoronaVac

A CoronoVac é produzida com vírus inativados do novo coronavírus, ou seja, vírus expostos a calor e produtos químico em laboratórios. Os vírus ficam incapazes de se reproduzir, mas ao serem introduzidos no corpo humano são suficientes para gerar uma resposta imune e criar no organismo uma memória de como se defender contra a doença. Com a aplicação das duas doses, que devem ser aplicadas com intervalos entre 14 e 28 dias, o corpo humano passa a produzir anticorpos contra o agente causador da Covid-19.

De acordo com o Butantã, a eficácia da vacina na diminuição da doença foi demonstrada em situações de alta exposição à Covid-19. Nos casos graves e moderados, a eficácia foi de 100%, nos leves de 78% e nos casos muito leves, a eficácia foi de 50,38%.

AstraZeneca

A AstraZeneca foi desenvolvida com a tecnologia de vetor viral não-replicante de adenovírus de chimpanzé que é manipulado geneticamente para inserir o gene da proteína “Spike” (proteína “S”) do Sars-CoV-2 (novo coronavirus). Os adenovírus que compõem a vacina não podem se replicar na pessoa vacinada (vírus não-replicante), mas são reconhecidos pelas células, que desencadeiam uma resposta imunológica específica para a proteína S, gerando anticorpos e outras células (células T) contra o novo coronavírus.

De acordo com a Fiocruz, com apenas uma dose, a vacina AstraZeneca já alcança 73% de eficácia, além de proteger contra o surgimento de sintomas graves e evitar, em 100%, os casos de hospitalização. Ainda de acordo com a Fundação, a vacina é capaz de induzir a produção de anticorpos em 98% das pessoas após a primeira dose e, em 99% delas, após a segunda dose, o que demonstra a alta taxa de soroconversão.

Imunização

O Ministério da Saúde começou na manhã de hoje a distribuição das vacinas para os estados, que ficarão responsável pela logística de distribuição para os municípios e a definição de seus grupos prioritários. De acordo com o ministro Eduardo Pazuello, inicialmente 3 milhões de pessoas do grupo prioritário serão vacinadas no país, em duas doses da CoronaVac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Butantã.

Segundo dados do Ministério da Saúde a região Nordeste deve receber 1.436.160 doses da CoronaVac e deve imunizar inicialmente 683.924 pessoas do grupo prioritário. Sergipe recebeu de 50 mil doses da vacina que serão aplicadas inicialmente em profissionais de saúde.

Grupos prioritários

De acordo com o Plano de Vacinação de Sergipe, os grupos prioritários foram divididos em quatro fases  para serem imunizados:

Fase 1 : Trabalhadores da saúde, pessoas com mais de 60 anos que vivem em asilos e indígenas aldeados;

Fase 2: Pessoas com 60 anos ou mais, começando a imunização pelas pessoas com idade acima de 80 anos;

Fase 3: Pessoas com comorbidades;

Fase 4: Professores, profissionais das forças de segurança e salvamentos, pessoas privadas de liberdades e funcionários do sistema prisional .

 

Por Karla Pinheiro com informações da Ministério da Saúde, Agência Brasil, Butantã e Fiocruz

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