Dengue: 21 municípios apresentam alto risco de infestação

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No levantamento anterior eram 12 com alto risco (Foto: Agência Brasil)

O Núcleo de Endemias da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa o resultado do terceiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação (LIRAa), investigação realizada pelos municípios sergipanos que tem como objetivo identificar, em tempo hábil, a situação de infestação do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, em cada localidade. O LIRAa deve ser executado no mesmo período em todos os municípios para que se possa conhecer o risco em todo o território estadual.  Sergipe faz seis levantamentos durante o ano, um a cada dois meses.

O índice de classificação deste terceiro LIRAa aponta que, dos 75 municípios, 21 encontram-se com alto risco de infestação, são eles: Laranjeiras, Itabaianinha, Pedrinhas, Santa Luzia do Itanhy, Tomar do Geru, Feira Nova, Nossa Senhora da Glória, Porto da Folha, Areia Branca, Malhador, Moita Bonita, São Domingos, Poço Verde, Riachão do Dantas, Salgado, Simão Dias, Aquidabã, Japoatã, Malhada dos Bois, Nossa Senhora de Lourdes e Capela. No levantamento anterior eram 12 com alto risco. Com risco médio estão 44 municípios e 10 em baixo risco.

Muitos desses municípios que apresentaram alto risco no segundo LIRAa, permanecem em alto risco nesse terceiro, mas salientamos que alguns até diminuíram esse percentual, a exemplo de Simão Dias que no segundo LIRAa apresentou um índice de 19% e agora está com 11%. É alto risco ainda, mas isso mostra que as ações que eles fizeram surtiram efeito e fez com que os índices baixassem. Então é importante verificar que ações foram essas para que sejam continuadas, a fim de que os índices continuem baixando”, explicou a gerente do Núcleo de Endemias da Vigilância Epidemiológica do Estado, Sidney Lourdes Cesar Souza Sá.

O estado de Sergipe não está vivendo uma epidemia de Dengue, porém, das 827 notificações, 594 são casos prováveis, 193 foram confirmados e quatro óbitos foram registrados com diagnóstico laboratorial positivo para a dengue. “Isso nos preocupa porque é um momento onde, pelo comportamento da doença em anos anteriores, já era para estarmos apresentando  num declínio da sua curva epidemiológica, mas na verdade a gente ainda tem um crescimento dessa curva. Por isso, é importante alertar os gestores para essa situação para que as ações sejam mais intensas no controle do vetor e na busca ativa de casos. As ações devem ser voltadas para destruição dos criadouros, atividades de educação em saúde, buscando parcerias com outras instituições, esse é o trabalho que tem que ser feito nesse momento”, reforçou Sidney.

A população também precisa colaborar. O mosquito, da sua fase de ovo até a sua fase de larva leva, em temperatura normal, de sete a dez dias, mas, com o período de calor associado às chuvas, em sete dias ele já está adulto. “Esse levantamento mostra que tivemos um aumento significativo no número de vetor e de municípios infestados, então é importante que a população também fique alerta, para que nos ajude nesse trabalho de controle, a visita do agente passa, e a população precisa continuar com as medidas preventivas”, concluiu Sidney.

Sinais de alarme de dengue

Dor abdominal intensa (referida ou palpitação) e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico), hipotensão postural e/ou lipotimia, hepatomegalia maior do que 2 cm abaixo do rebordo costal, sangramento de mucosa, letargia e/ou irritabilidade, aumento progressivo do hematócrito.

Dicas de combate

Água limpa e parada é o ambiente ideal para a reprodução do mosquito da dengue e a melhor maneira de combater a doença é evitando a reprodução do mosquito. Assim, cuidado com acúmulo de água em vasos de plantas, em pneus, garrafas e outros utensílios, prestar atenção nos ralos, limpar calhas, colocar telas em janelas, cuidado com piscinas, lagos caseiros e aquários, abrir portas e janelas quando o carro fumacê estiver passando, lavar recipientes que juntam água, paredes de lavanderias e tanques com sabão e usar repelente.

Fonte: SES

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