Entidades médicas criticam “lentidão” da vacinação em Aracaju

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De acordo com o presidente do Conselho Regional de Medicina de Sergipe (Cremese), Jilvan Pinto Monteiro, a vacinação na capital é “lenta, arrastada e burocrática (Foto: CRM)

Em reunião realizada na manhã desta quinta-feira, 4, na sede da Sociedade Médica de Sergipe (Somese), algumas entidades de classe da área da Saúde criticaram a lentidão da vacinação contra à Covid-19 em Aracaju, em especial, nos profissionais que estão na linha de frente.

De acordo com o presidente do Conselho Regional de Medicina de Sergipe (Cremese), Jilvan Pinto Monteiro, a vacinação na capital é “lenta, arrastada e burocrática”. Ainda em sua avaliação, Jilvan diz que há uma grande dificuldade para solucionar problemas. “Mesmo com um ano de pandemia, ainda não conseguimos antever aos problemas. Falta planejamento. Infelizmente”, pontua.

O presidente do Conselho Regional de Farmácia de Sergipe (CRF/SE), Marcos Rios, também participou da coletiva e fez um apelo para que os farmacêuticos sejam vacinados.  “Mesmo no momento mais crítico que passamos da pandemia e de recolhimento, as farmácias nunca fecharam, os farmacêuticos se mantiveram na dispensação e orientação de proteção à Covid-19. Apesar de todo o protagonismo, especialmente no momento da crise, são poucos ou quase nenhum farmacêutico vacinado em nosso Estado. A vacinação destes profissionais é essencial para as políticas públicas de saúde. Pedimos um maior comprometimento dos gestores”, diz.

Cobrança de imposto para vacinação

Outro questionamento na reunião foi feito pelo presidente do Sindicato dos Médicos (Sindimed), Helton Monteiro. Segundo ele, o governo municipal estaria exigindo o comprovante de pagamento de um imposto para vacinar alguns profissionais de Saúde. “Nós temos visto uma cobrança de ISS para vacinar os profissionais de saúde. Ora, se é um direito, se estamos na ativa [contra à doença], exigência de um comprovante de pagamento de ISS dos últimos três meses para vacinar um profissional de saúde?!”, questiona Monteiro.

Ainda de acordo com ele, em outros estados, há menos “burocracia” para a vacinação dos profissionais que estão na linha de frente, combatendo à doença. “Em outros locais, a exemplo da Bahia, bastava você levar o comprovante de inscrição do Conselho para ser vacinado”, afirma.

SMS

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirmou que a comprovação de exercício da profissão para aplicação da vacina contra a Covid-19 objetiva assegurar que profissionais que estejam na linha de frente de combate à pandemia continuem sendo prioridade.

“O debate em torno da quitação de ISS é superficial e não condiz com a transparência com que a gestão vem conduzindo a vacinação contra a covid-19 em Aracaju, com listas de vacinados e de doses utilizadas publicizados e atualizados diariamente no site da Prefeitura, conforme pactuação com órgãos fiscalizadores”, diz a pasta municipal da Saúde.

Ainda de acordo com a SMS, para a vacinação é necessária a comprovação de atuação e de locais de trabalho, o que é possível através de documentação que qualquer profissional em exercício regular tem. “O compromisso da Prefeitura é imunizar todos os profissionais de saúde. Porém, diante do recebimento gradativo de doses, foi necessária a priorização dentro desse grupo, iniciando a imunização pelos profissionais mais vulneráveis à infecção pelo vírus”, salientou o órgão.

por João Paulo Schneider 

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