Médico recomenda realizar o teste rápido de HIV antes do Carnaval

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Médico aconselha que os foliões façam o teste rápido antes do Carnaval (Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)

A chegada do Carnaval acende o alerta dos órgãos de saúde para intensificação das campanhas de prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s). O médico Almir Santana, que é referência no assunto, conversou com a equipe de reportagem do Portal Infonet e reforçou que os foliões devem iniciar os cuidados, realizando o teste rápido de HIV antes de cair na folia.

O primeiro passo, conforme Almir Santana, é fazer um teste rápido de HIV no período que antecede o carnaval. “Quem é sexualmente ativo deve fazer o teste rápido. Se der negativo, a pessoa deve ter a consciência de que não se infectou, mas que pode se infectar e, por isso, não deve relaxar na prevenção. Se o teste der positivo, a pessoa deve procurar o serviço de saúde mais próximo, no caso de Aracaju, o Cemar do Siqueira Campos, fazer um novo exame para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento”, explica.

Nesta quinta-feira, 21, uma unidade móvel estará no Mirante da 13 de Julho disponibilizando testes rápidos no Projeto Verão Saúde. O serviço ocorre entre às 18h e às 21h. Não é necessário apresentar nenhuma documentação para realizar o exame.

Nesta época, também é fundamental que homens e mulheres carreguem e, sobretudo, utilizem as camisinhas para evitar doenças como as hepatites virais, sífilis, herpes genital, HPV, entre outras. “Em festas, há um encontro maior de pessoas e novas possibilidades de amizades e relacionamentos. Então, é sempre bom que andar com a camisinha, principalmente, porque a depender da vida que a pessoa tenha, tudo pode acontecer”, alerta.

Almir Santana recomenda ainda que as pessoas evitem abusar do álcool e usar drogas. “As pessoas perdem noção do que é risco e com isso, acabam se expondo a situações cujas consequências só vão aparecer depois do Carnaval.

Uma situação que é bastante comum no Carnaval, segundo o especialista, é a mononucleose, mais conhecida como doença do beijo. “É uma doença comum nos blocos e camarotes de carnaval, mas que passa desapercebida. Ela é transmitida pelas pessoas que beijam muita gente ou fazem aquelas disputas para ver quem beija mais. Os sintomas são moleza no corpo, às vezes gânglios no pescoço, e fraqueza, que muitas vezes são confundidos com virose ou dor na garganta”, revela.

Almir Santana também chama atenção para os riscos de gravidez. De acordo com ele, existem estudos comprovando que os índices de gravidez aumentam logo após o período de carnaval. “Nesta época, as pessoas têm novos relacionamentos, não estão com camisinha no momento, não pensam nas consequências de uma gravidez indesejadas e terminam engravidando”.

O médico explica que nos casos em que a pessoa teve uma relação sexual sem camisinha ou usou o preservativo, mas ele estourou, é possível procurar um serviço chamado Profilaxia Pós-Exposição de Risco (PEP), que é uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), que consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções. “Se a pessoa se arrependeu e ficou preocupada com a possibilidade de o parceiro ter HIV, ela deve procurar o PEP em até 72 horas para fazer o teste e iniciar o tratamento que dura 28 dias”, detalha.

por Verlane Estácio
*A matéria foi alterada às 7h51 para acréscimo de informações
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