Especialista orienta sobre exame de mamografia após vacinação

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A orientação da Sociedade Brasileira de Mastologia é de que os exames de rastreamento contra o câncer de mama, nas pacientes assintomáticas, sejam realizados antes da primeira dose da vacina ou após quatro semanas (um mês) da aplicação da segunda dose. (Foto: André Moreira)

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), orienta que mulheres com exames de mamografia previstos o façam antes de receber a primeira dose da vacina contra a covid-19 ou apenas quatro semanas após a aplicação da segunda dose.

A recomendação se dá após a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) registrar o aumento da presença de casos de linfadenopatia axilar, no mesmo lado em que a vacina foi aplicada.

Segundo a mastologista do Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (Cemar), Aline Barreto Centurión Sobral, a linfadenopatia é um “aumento nas ínguas ou gânglios”, que pode ser detectada no exame clínico e/ou nos exames de imagem.

“Trata-se de evento não muito comum, relacionado a alguns tipos de vacina, principalmente àquelas que induzem uma maior resposta imunológica, incluindo vacinas contra outros tipos de doença, além da covid-19”, explicou.

Ainda de acordo com a médica, a orientação da Sociedade Brasileira de Mastologia é de que os exames de rastreamento contra o câncer de mama, nas pacientes assintomáticas, sejam realizados antes da primeira dose da vacina ou após quatro semanas (um mês) da aplicação da segunda dose.

“Aquelas pacientes que possuem sintomas ou quaisquer alterações suspeitas para câncer de mama, devem seguir a investigação, independentemente do momento em que tomaram a vacina”, orientou a especialista.

Vale salientar que essa orientação não dispensa a vacinação contra a covid-19, apenas alerta as pacientes que estão realizando exames de rastreamento de câncer de mama e estão aptas a se vacinar.

Pacientes que possuem linfadenopatia axilar do mesmo lado em que a vacina foi aplicada, sem alterações na mama, devem ser reavaliadas após 4 a 12 semanas. Caso persista o quadro, a investigação deve prosseguir através de novos exames, biópsia, entre outros.

“Essas recomendações visam diminuir a ansiedade das pacientes, já que as linfadenopatias, embora façam parte do diagnóstico diferencial para câncer de mama, na maioria das vezes são relacionadas a alterações benignas, principalmente no contexto atual. Quando estiverem dentro da idade contemplada na vacinação, todas devem buscar a imunização, ficando atentas ao tempo do exame para não sofrer precipitadamente, caso surja alguma íngua ou gânglio no mesmo lado onde a vacina foi aplicada”, reforçou a mastologista.

Serviços ofertados pelo SUS Aracaju, através do Programa de Saúde da Mulher

– Política do Direito Reprodutivo:
– Planejamento Família: DIU ambulatório; DIU pós- parto e pós-abortamento;
– Dispensação de anticoncepcional e métodos contraceptivo definitivos (laqueadura);
– Rastreamento de câncer de colo – exame citopatológico, consultas ginecológicas e exames complementares;
– Rastreamento de câncer da mama, através de exame clínico das mamas, mamografia de rastreamento e diagnóstica, consulta de mastologista e exames complementares;
– Acompanhamento do pré-natal de risco habitual e alto risco, com exames do pacote do Mamãe Coruja: exame de sangue e exames de imagem;
– Urgência ginecológica;
– Acompanhamento de climatério;
– Acompanhamento e encaminhamentos de violência doméstica;
– Atendimento da Rede de Atenção Básica nas Unidades Básicas de Saúde;
– Atendimento da Rede Especializada no Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (Cemar) e do Centro de Atenção e Assistência à Saúde da Mulher (Caasm);
– Atendimento da Rede de Urgência e Emergência;
– Atendimento da Rede Psicossocial.

Fonte: AAN

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