Estimular a autonomia favorece a construção da autoestima da criança

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Atividades e brincadeiras são importantes para estimular a autonomia (Foto: Portal Infonet)

A autoestima é a avaliação que a pessoa faz de si mesma.  É a forma como cada um se vê, se aceita e se valoriza. Essa autoestima, segundo explicam os especialistas, é desenvolvida e estimulada na infância e adolescência. Os pais e responsáveis são peças fundamentais nesse processo de construção.

A psicóloga especialista em criança e adolescente, Isabela Pena, explica que a autoestima começa a ser formada desde os primeiros meses de vida. “O início da autoestima é a percepção de si próprio. Os bebês precisam de uma figura materna para que se sintam vivos e pertencentes. A partir daí, é que começa a  construção da autoestima. É muito importante uma mãe que acolhe bem, que amamenta, que dá amor, que promove algum nível de autonomia, que estimula a percepção corporal do bebê para que ele se perceba como indivíduo e não como extensão do corpo da mãe”.

Alguns estímulos podem ser feitas para desenvolver a autoestima. Contato com o corpo da mãe, massagem corporal e atividades que estimulem a descoberta do corpo podem ser feitos a partir dos dois meses de vida e são fundamentais nesse processo.

“São estímulos aparentemente simples, mas importantíssimos para o desenvolvimento do bebê. Trabalhar massagem corporal, colocar o bebê em frete ao espelho para estimular sua percepção, chamar sempre pelo nome e apresentar outras texturas é muito importante para ele começar a sentir que existe algo fora dele próprio”, orienta.

A psicóloga Isabela Pena orienta pais e responsáveis (Foto: Portal Infonet)

A partir do primeiro ano de vidaa as atividades desenvolvidas devem ser mais voltadas para trabalhar valores, comportamentos e traços de personalidade, importante para a construção da identidade da criança.

“Antes de qualquer coisa, é preciso estimular a autonomia, porque autoestima está diretamente ligada a isso. Qualquer brincadeira  pode ser feita estimulando a autonomia e a percepção de cada um. É preciso estimular, incentivar, mostrar, para a que a criança perceba que consegue, e sempre motivá-la a perceber que ela pode alcançar novas etapas do desenvolvimento dela”, ressalta a psicóloga que lembra que os pais devem conhecer seus filhos e evitar as comparações.

“A comparação é prejudicial, não é bacana. É sempre importante mostrar as habilidades e qualidade da criança, sem comparação. O que deve ser feito é estimular, mostrar que a criança pode ultrapassar os obstáculos e as dificuldades para que ela possa se desenvolver de maneira adequada”, adverte.

Adolescentes

Alguns jovens chegam à adolescência com problemas sérios de baixa autoestima. Nesses casos, novamente, os pais são fundamentais. Eles devem conhecer as habilidades de seus filhos e tentar ajudá-los enaltecendo e estimulando suas qualidades. “A infância é o momento crucial para que o indivíduo se torne um adulto com uma autoestima adequada, autoestima ligada à saúde mental. Se um adolescente chega a adolescência com baixa autoestima elevada, na infância ele não foi estimulado de forma adequada ou houve algum trauma que a gente não sabe”, aponta a psicóloga que recomenda a procura de um profissional.

“Uma pessoa que chega a vida adulta com baixa autoestima pode desenvolver desde um transtorno mental à dificuldades nas relações de trabalho, afetivas e sociais. Um pessoa com a autoestima baixa não consegue se relacionar de maneira adequada porque se sente inferior, excluída. Acha que o outro não dar o valor que ela mereça, mas ela mesma não consegue saber seu valor. A vitimização está muito ligada a baixa autoestima e isso interfere na vida de forma geral”, finaliza.

Por Karla Pinheiro

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