Governo faz acordo com indústria para reduzir açúcar em alimentos

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Gilberto Occhi: ações preventivas (Foto: Jeff Moura)

O ministro da saúde Gilberto Occhi está convicto que a alternativa para resolver os problemas da saúde pública está em ações preventivas. E dentro destas ações, o ministro destaca o acordo assinado pelo governo brasileiro com a indústria de alimentos e de bebidas não alcoólicas, que viabilizará a redução de 144 mil toneladas de açúcar nos alimentos industrializados até o ano de 2022.

Além desta alternativa, o ministro também enfatiza ações que viabilizaram a redução de 11 mil toneladas de sódio nos alimentos produzidos em escala industrial e incentivos financeiros para que os municípios brasileiros possam implantar academias públicas para que as pessoas possam, também, praticar exercícios físicos gratuitamente, com acompanhamento de pessoal qualificado cedido pelas prefeituras.

Sergipe será contemplado com 32 academias, com um custo unitário de R$ 125 mil. As academias serão distribuídas em diferentes municípios, inclusive em Aracaju. O empenho para a aquisição e implantação destas academias será feito ainda neste fim de ano e os prefeitos conseguirão, na ótica do ministro, implementá-las em um prazo de seis meses.

Prevenção

Além destas medidas, o ministro defende que o próximo governo dê continuidade à informatização no atendimento à saúde, com a instituição do prontuário eletrônico que possa permitir o acesso à informação de todos os pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de qualquer parte do país. “A saúde precisa ter informação”, ressaltou, fazendo referência também à implantação do agendamento eletrônico para os pacientes do SUS terem acesso à saúde.

“Não adianta disponibilizar medicamentos, queremos que as pessoas se cuidem com alimentação saudável, exercícios regulares para prevenir doenças que são preveníveis”, observou o ministro. “Precisamos avançar mais na prevenção, nos núcleos com especialidades e ter a atenção básica como prioridade”, considerou.

O ministro não vê caos na saúde, mas reconhece a existência de uma grande desorganização no setor. “Temos problemas difíceis de gestão pública, financeira e econômica”, destaca. “Mas há locais que funcionam bem”.

Por Cassia Santana

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