Juiz mantém leilão de Hospital Amparo de Maria

0
Hospital Amparo de Maria: leilão mantido (Foto: Arquivo Portal Infonet)

Um grupo de deputados estaduais, vereadores do município e da prefeitura de Estância tentou, mas não conseguiu suspender o leilão do Hospital Amparo de Maria, marcado para às 9h do dia 27 deste mês na Justiça Federal em Aracaju. Os parlamentares pretendem agora, ingressar com novo recurso com pedido de liminar junto ao Tribunal Regional Federal em Recife, Estado de Pernambuco, na tentativa de suspender a venda do hospital.

Na manhã desta quinta-feira, 20, um grupo de parlamentares esteve reunido com o juiz federal Rafael Souza, da 7ª Vara em Estância, e manifestou preocupação com os impactos que o leilão trará para a própria sociedade que necessita dos serviços oferecidos pela unidade naquele município.

O juiz ouviu os argumentos dos parlamentares, mostrou sensibilidade ao problema, mas ratificou a data do leilão observando que a administração do hospital teve todas as chances para renegociar os débitos, acumulado em torno de R$ 50 milhões, bem superior à avaliação dos bens que irão a leilão na quinta-feira da próxima semana, dia 27. Os bens estão avaliados em pouco mais de R$ 6 milhões.

Segundo informações da Secretaria da 7ª Vara Federal, o juiz observou ainda que o leilão é a última fase da execução, confirmada em três dos 23 processos que tramitam na Justiça Federal. De acordo com a secretaria, a primeira praça do leilão ocorrerá no dia 27 e, não havendo oferta, haverá a segunda praça, marcada para o dia 10 de abril deste ano, às 9h na sede da Justiça Federal, em Aracaju.

O deputado estadual Augusto Bezerra (DEM) informou que compreendeu os argumentos do juiz federal, mas se mantém otimista com uma futura decisão do TRF. O parlamentar explica que, com a medida liminar, o hospital terá tempo para aguardar os encaminhamentos do Governo Federal para colocar em vigor o ProSus, programa social federal que permitirá a concessão de financiamento que permitirá o hospital renegociar os débitos em prazo de 15 anos, segundo o parlamentar.

Por Cássia Santana

Comentários