LIRAa: Aracaju permanece em médio risco de infestação por Aedes

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O Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) é realizado a cada dois meses (Foto: Ascom/SMS)

Aracaju registrou aumento de 18,7% no índice de infestação por Aedes em relação ao último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa). Realizado entre os dias 1º e 9 de julho, o levantamento aponta índice de 1,6, considerado como médio risco para o aparecimento de surtos ou epidemias.

O Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) é realizado a cada dois meses e é uma ferramenta de monitoramento da presença do Aedes, transmissor das arboviroses dengue, Zika, Chikungunya. Com base nos dados, a Secretaria Municipal da Saúde tem levantamento de principais focos do mosquito, bairros com maiores índices, sendo possível traçar estratégias de combate como fumacê costal, mutirões de limpeza, eliminação de focos e conscientização da população.

A análise de julho mostra o crescimento progressivo do índice de médio risco: em janeiro, o índice era 1,0; em março, 1,1 e em maio, 1,3. O aumento de maio para julho, quando Aracaju passou de 1,3 para 1,6, e 51% dos bairros registraram crescimento de índice, sugere o impacto da suspensão das visitas domiciliares dos agentes de endemias, fruto de decisão judicial de maio.

De acordo com a secretária da Saúde de Aracaju, Waneska Barboza, a administração municipal tem feito sua parte, mas a colaboração da população é fundamental para o êxito das ações de combate ao mosquito.

“É lamentável que tenha havido uma ação judicial promovida pelo Sindicato dos Agentes Comunitário e de Endemias, que proibiu a entrada dos agentes nas casas para orientar e eliminar casos da dengue. O que percebemos foi que após essa decisão houve o aumento dos focos dentro das residências, o que relacionamos com a alta deste LIRAa”, avalia a gestora.

Waneska informa que dos 49 bairros da capital, quatro estão com alto risco, índice maior que 4. São eles: Japãozinho, Santo Antônio, São José e Palestina. “Tivemos 18 bairros classificados em baixo risco (satisfatório), 21 bairros em médio risco (alerta) e quatro bairros com a classificação de risco de epidemias”, enfatiza.

Principais criadouros

Os criadouros mais recorrentes continuam sendo os depósitos de água ao nível do solo, como lavanderias e tonéis. Depósitos domiciliares (vasos e pratos de plantas, ralos, lajes, sanitários em desuso) aparece como segundo maior problema.

“Por isso, é importante a participação da comunidade na eliminação de qualquer objeto que possa acumular água limpa e parada porque é nesse local que ocorre o desenvolvimento do mosquito”, destaca o gerente do Programa Municipal de Controle do Aedes aegypti, Jeferson Santana.

Balanço semestral

Entre os meses de janeiro e junho de 2021, Aracaju realizou 20 mutirões em toda a cidade, da zona Norte à zona Sul, ampliando a abrangência das ações de combate ao Aedes aegypti. Neste período, foram coletados 26.369 pneus, visitados 343.085 imóveis, e para o bloqueio de transmissão nas áreas com casos notificados, foram realizadas atividades de tratamento de quarteirões e residências com aplicação de UBV Costal (fumacê) em 82 localidades da capital, totalizando 1.228 quarteirões tratados e alcançando um total de 52.343 imóveis.

Intensificação das ações

No trabalho de combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika, serão intensificadas as visitas de casa em casa e realizadas coletas de pneus nos quatro bairros com maiores índices, além de mutirões (que são realizados dois sábados por mês) e da aplicação de UBV (fumacê costal).

“Neste sábado, dia 31, realizaremos mais um mutirão no bairro Palestina, tendo como ponto de partida a UBS Francisco Fonseca, percorrendo toda a localidade. Mas, o bom êxito dessa ação depende muito da colaboração da população. Vale destacar que o mutirão e a aplicação do fumacê são ações de reforço do trabalho que é feito diariamente. Por isso, a conscientização da população é essencial para que esse trabalho faça sentido. Cabe a cada cidadão ser um agente de combate ao Aedes aegypti”, garante Jeferson.

Fonte: AAN

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