Nova diretoria do Sindimed é empossada durante solenidade

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A nova diretoria do sindicato foi empossa na última segunda-feira, 19. (Foto: André Major)

A Nova Diretoria do Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed) que estará à frente pelos três anos (2020-2023), foi empossada nesta segunda-feira, 19 de outubro. A solenidade aconteceu na Associação de Engenheiros Agrônomos de Sergipe (AEASE) seguindo todos os protocolos de segurança e saúde. A solenidade também marcou a celebração do Dia do Médico.

Este ano, por ser atípico, as celebrações fixaram apenas no café da manhã, como uma forma de congregar todos os médicos, familiares e convidados; em seguida, os membros da diretoria tomaram posse em seus cargos. Na ocasião, foi feito um minutos de silêncio pelos médicos que perderam suas vidas para a COVID-19.
O discurso de despedida do presidente João Augusto foi pautado no agradecimento a Deus, por ter dado a oportunidade de estar a à frente do Sindimed, a sua família (esposa, filhos, pais e irmãos) pelo apoio sempre recebido por eles, aos colegas das três diretorias, a qual esteve à frente como presidente e aos médicos que fazem o Sindicato. “Fico muito tranquilo em está deixando a presidência e passando para Helton que foi quem me convidou para entrar para o Sindimed. Eu que não era nem conhecido entre os colegas e ele, que sempre teve um bom relacionamento com os colegas; por isso tenho a certeza será muito brilhante o seu papel na presidência.”, colocou João.
João Augusto também agradeceu as entidades médicas que nos devidos momentos deram apoio, a Imprensa de uma forma geral, a parte televisiva, radiofônica, impresso e portais e a todos os jornalistas, radialistas, Câmeras. “Senão fossem esses meios as ações, reinvindicações as lutas não chegam e ecoam à sociedade.
Sem nomear, o presidente agradeceu também aos deputados federal e estadual, bem como aos vereadores que em determinado momento apoiaram as causas médicas, com as devidas divulgações feitas à épocas, como no Ato Médico, Mais Médico, entre outros; mas lembrou sempre da independência que o Sindimed fez e faz questão de ter. “O Sindicato sempre se manteve isento e autônomo, mas nunca deixou dar crédito ao apoio recebido, assim como na hora de criticar, quando necessário. Precisamos desse lado político, mas não partidário”, ressaltando o episódio que aconteceu com o uso Não Autorizado da sua imagem em programa político, mas não deixou de lembrar que apesar destes episódios amargos, também teve e sempre prezou pelas discussões e confrontos respeitosos.
Por fim, falou do cenário existente que tolheu os planejamentos de 2019 para 2020 que não puderam acontecer, mas deverão acontecer com a nova gestão: o Forró do Sindicato, a Corrida dos Médicos que este ano iria acontecer no dia do médico, 18 de outubro, ontem, e o Encontro da Família – tão pensando em especial por Argemiro, que hoje assume a vice-presidência e Andreza, diretora de eventos – e que deu certo, infelizmente só deverá acontecer em 2021 e o Prêmio Amigo do Médico que neste ano, dentro das festividades, também não foi possível acontecer.
João Augusto falou que as filiações vem numa curva crescente e parabenizou a nova a diretoria que vai ser empossada e pediu o empenho de todos os diretores para colaborar com o novo presidente. “Tanto José Menezes, quanto ele e agora Helton, tem a sua característica de comandar, mas o foco é o mesmo; ou seja a valorização da categoria e uma qualidade na assistência à população”.
O presidente empossado José Helton, começou o discurso de encerramento da solenidade, com uma oração e agradecendo o apoio recebido de seus pais e de sua família (esposa e filhos). Lembrou um episódio que aconteceu com seu pai, quando ele era criança, em São Paulo. Seu pai trabalhava na Cosipa, em plena ditadura militar aconteceu uma greve e cinco dias depois confinado e lutando, seu Firmino, o pai dele chegou em casa. “Talvez isto tenha sido a raiz para o movimento sindical, reivindicatório, para lutar pela justiça, pelos direitos iguais. E a cada passo que dou na minha vida, eu tenho que agradecer as duas pessoas, meu pai e minha mãe, que com certeza deram tudo deles para que pudéssemos dar passos importantes nesta vida. E também nos passos que damos na vida, temos a nossa família que criamos, a minha esposa que tenho certeza que posso contar com você”, disse. “João Pedro, Anita, Elisa e João Rafael, tenha certeza que cada passo que nós damos eu e seu pai João Augusto é pensando sempre o melhor para vocês. Para que vocês tenham uma sociedade justa, que as pessoas tenham direitos iguais. Que vocês possam colher frutos da nossa luta”.
O presidente empossado, destacou que ontem, foi o dia de São Lucas, dia em que se comemora o dia do Médico e lembrou que é preciso ter a solidariedade aos milhares de pessoas que foram vitimadas com a pandemia. “O Sindicato dos Médicos e médicos cumprem papel fundamental nisto. Tivemos vários colegas vitimados com esta doença, vitimados muitas vezes por incompetência dos gestores e neste momento, através de nossa campanha homenageia todos os médicos que dedicaram à sua vida, mas infelizmente se foram. A lembrança deles será para sempre. “Foram grandes heróis que nos deixaram”.
Helton lembrou que não só o Sindicato como instituição, mas os médicos tem um papel fundamental de brigar para que o SUS continue forte, para que os profissionais de saúde continuem sendo valorizados. “Em pleno século XXI temos falta de leitos de UTI, pessoas esperando meses para fazer um exame, colegas que têm suas gratificações cortadas no meio de uma pandemia pelo governo irresponsável, pessoas que por desorganização dos governos, infelizmente tiveram suas vidas vitimadas. Colegas, temos um papel social, e somos importantes para construir isso”, ressaltou, lembrando dos que partiram mas que deram sua contribuição para a esta luta, como Evilásio, Ivan Santa Rita, colegas importantes que tiveram na linha de frente, mas nos deixaram cedo”, salientando que é um dia de luta – e aqui também faço uma menção ao grande professor da luta, o doutor José Menezes, imbatível e incansável colega – mas também de muita reflexão; e que o Sindicato possa ecoar sua voz mais longe.

Fonte: SINDIMED 

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