Santa Maria continua sendo o bairro com maior índice de hanseníase

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De todos os bairros o Santa Maria foi o que registrou 17 casos ano passado (Foto: divulgação)

O número de casos registrados da Hanseníase diminuiu por dois anos seguidos em Aracaju. Por outro lado, o maior número de pessoas infectadas continua concentrado no bairro Santa Maria, na capital.

Em 2019, o número de casos registrados de Hanseníase na capital sergipana era de 84. Em 2020, início da pandemia da Covid-19, esse número diminuiu para 76 e em 2021, o quantitativo foi de 71, conforme dados da Coordenação de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Entretanto, apesar de ser um número positivo, ainda causa preocupação já que algumas pessoas deixaram de procurar atendimento médico para a hanseníase, em decorrência da Covid-19, segundo a coordenadora Vigilância Epidemiológica, Débora Oliveira.

“A redução dos casos registrados nos anos de 2020 e 2021 é positivo, mas preocupante, porque a atenção nesses últimos dois anos foi voltada para a Covid-19 e muitas pessoas acabaram esquecendo das outras doenças, e por isso, muitas deixaram de procurar as unidades de saúde quando notou o aparecimento de alguma mancha que pudesse ser diagnosticada como Hanseníase. Por isso, as equipes de vigilância já estão em busca desses pacientes, principalmente nos bairros mais afetados da capital”, explica.

Santa Maria

Ainda de acordo com dados da SMS, o maior número de casos da doença está concentrado no bairro Santa Maria. De acordo com Débora, a falta de informação é o principal agravante.

“O bairro Santa Maria, por ser um bairro onde o índice de pobreza e desinformação é alto, acaba sendo o de maior concentração. Uma vez que por falta de conhecimento acerca da prevenção, tratamento e diagnóstico acabam sendo um agravante da falta de cuidados”, alerta.

Como identificar

Débora Oliveira, Coordenadora de Vigilância Epidemiológica da SMS (Foto: Arquivo pessoal)

A Hanseníase, assim como as síndromes gripais, é transmitida através de gotículas de salivas e secreções da pessoa infectada com a bactéria Mycobacterium leprae. Ela é caracterizada pelo surgimento de manchas na pele, áreas adormecidas com alteração, diminuição ou perda da sensibilidade térmica, dolorosa, tátil e da força muscular e dor nos nervos.

“O que muito ainda se pensa sobre a Hanseníase é que ela é transmitida pelo toque, mas isso é mero preconceito. Além disso, ela é comum em crianças abaixo de 15 anos e pode ser prevenida através da aplicação da vacina BCG, do diagnóstico precoce, tratamento e educação sanitária”, afirma a coordenadora.

Débora alerta ainda à procurar uma unidade de saúde quando notar o aparecimento de alguma mancha, seja ela branca ou vermelha, para que seja feito o diagnóstico precoce, porque a Hanseníase tem tratamento e cura.

Por Luana Maria e Verlane Estácio

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