Obesidade: excesso de peso é fator de risco para o aparelho urinário

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Excesso de peso é fator de risco para complicações no aparelho urinário (Foto: Freepik)

Com mais de 18% da população infantil acima do peso, Sergipe é um dos estados com maiores índices de obesidade do país. Os dados são do Ministério da Saúde. Segundo o estudo, o sobrepeso atinge 18,6% das crianças sergipanas, entre 2 e 4 anos, e 14,6% das crianças entre 5 a 9 anos. Considerada uma das 10 ameaças à saúde global, a obesidade infantil deve ser encarada como um problema sério, já que afeta 1 em cada 3 crianças brasileiras. “Isso aumenta chance de chegar à vida adulta sofrendo de problemas cardíacos, hipertensão, diabetes e até complicações no sistema urinário”, explica o médico urologista, Dr. Breno Amaral.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o excesso de peso tem relação direta com o aparecimento de 13 tipos de câncer, dois deles afetam os rins e a próstata. Estima-se que 40% dos casos de câncer de rim dos Estados Unidos tem relação com obesidade. Existem ainda outras complicações, como formação de cálculo renal, incontinência urinária e até disfunção erétil. “A chance de um homem obeso ter problemas de ereção ao longo da vida é bem maior do que de um homem não obeso. Diversos estudos já demonstraram que a obesidade está associada à queda da produção do hormônio masculino, a testosterona, que tem importante relação com a libido e ereção”, alerta o especialista.

Médico urologista, Dr. Breno Amaral

Mulheres também ficar atentas, já que a obesidade é um dos principais causadores da incontinência urinária entre elas. Estimativas apontam que 20% das mulheres, acima de 40 anos, tem algum grau do problema. A cistocele, conhecida como bexiga baixa, ocorre por causa da perda de sustentação da bexiga feita pelos músculos e ligamentos da pelve. O emagrecimento e exercícios específicos podem ajudar a resolver o problema, mas, em alguns casos, a indicação é de cirurgia.

Dr. Breno Amaral reforça a necessidade da prevenção e destaca a importância de as mulheres procurarem o urologista, que pode trabalhar em parceria sem o ginecologista. “Muita gente pensa que urologista trata apenas de pessoas do sexo masculino, o que não é verdade. Essa crença equivocada cria tabus e interfere no diagnóstico de doenças. Muitos problemas de saúde estão conectados, a obesidade é a prova disso: afeta a mente e diversas funções do organismo, como o sistema urinário. Precisamos debater essas questões com frequência para incentivar a população para se prevenir sempre”, conclui.

Fonte: Assessoria de Imprensa 

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