Osteopatia: fisioterapeuta fala sobre tratamento e sua importância

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Método terapêutico visa localizar origem das dores. (Foto: Freepik)

Criado por volta do ano de 1874, a osteopatia é um método que utiliza apenas de recursos manuais visando um tratamento terapêutico do corpo. O método que já é desenvolvido há mais de um século tem sido utilizado para tratar diversas doenças, abrangendo também pessoas das mais variadas faixas etárias.

De acordo com o fisioterapeuta Yuri Ramos, a osteopatia é dividida por diferentes princípios. “São quatro princípios. Um deles é a unidade do corpo, onde todos os sistemas e estruturas do corpo estão interligadas e são interdependentes. Tem o princípio da inter-relação entre estrutura e função. Onde se houver disfunção na estrutura, a função daquele órgão vai ficar prejudicada. Temos também o princípio da lei da artéria, onde todos os princípios precisam de sangue para poder se nutrir. Sangue ou elementos que tem no sangue para ter uma boa saúde. E o último princípio é da auto-cura. A osteopatia parte de um pressuposto de que o organismo sabe o caminho de se curar”. Diz Yuri.

O fisioterapeuta Yuri Ramos ressalta que a osteopatia deve estar aliado a outros hábitos de vida. (Foto: Arquivo pessoal)

Diferentemente de outros tratamentos, a osteopatia busca a origem da dor ao invés dos sintomas. E segundo Yuri, pode ser aplicada a quem tem doenças no sistema corporal. “Ela é indicada para qualquer doença do sistema corporal. Porém ela não vai tratar a doença pensando na doença. Os benefícios da osteopatia é promover o bom funcionamento de todos os sistemas. Gastro-intestinal, esquelético… Então dessa forma as articulações vão trabalhar melhor, os órgãos abdominais vão ter uma mobilidade melhor e isso melhora a função de cada órgão e cada tecido.” Explica Yuri, que também ressalta que grupos de diferentes faixas etárias podem aderir ao procedimento. “De bebê e criança a adolescente, adulto e idoso, a osteopatia é indicada para todas as faixas etárias”. Completou.

Hábitos saudáveis

Para além do método, há também outros modos que auxiliam no pleno desenvolvimento do corpo. Por conta disso, é necessário que os pacientes aliem o tratamento a outros hábitos. “Além da osteopatia tratar, ela precisa dar outras orientações para o paciente. Por exemplo: fazer alguns exercícios domiciliares, que é importante para potencializar o tratamento. Outra orientação importante é a dieta. Buscamos orientar as pessoas a ingerirem menos alimentos processados. Passamos orientações para quem tem disfunções de estômago, que não usem roupas apertadas que comprimam o estômago. E mostramos também a importância do equilíbrio emocional na saúde, pois o ponto de vista que a pessoa tem interfere também no funcionamento do corpo”, finalizou.

Por Milton Filho e Aisla Vasconcelos

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