Pacientes oncológicos têm acesso à vacina contra pneumonia bacteriana

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Vacina é gratuita via SUS (Foto ilustrativa: Ascom/SMS)

O Ministério da Saúde aprovou, recentemente, a distribuição gratuita pelo SUS da vacina conjugada contra a pneumonia bacteriana com o objetivo de beneficiar pessoas imunossuprimidas. Comercialmente conhecida como Prevenar 13, a vacina é o único imunizante capaz de oferecer proteção contra as doenças pneumocócicas (pneumonia, meningite e septicemia), causadas por 13 sorotipos de pneumococo mais prevalentes em todo o mundo. A vacina deverá beneficiar um grupo de alto risco para infecção como os pacientes oncológicos, os transplantados de órgãos sólidos e de medula óssea e pessoas com HIV.

Produzida pelo laboratório Pfizer, a Prevenar 13 é a única vacina pneumocócica conjugada licenciada no Brasil para todas as faixas etárias e pode prevenir pacientes com comprometimento do sistema imunológico a partir dos cinco anos de idade. A vacina, que não é oferecida nos postos de saúde, só está disponível nos Centros de Referências para Imunobiológicos Especiais – os Cries – que disponibilizam vacinas gratuitas somente para pacientes com o sistema imunológico comprometido, ou seja, com as defesas do corpo suprimidas.

Melhor resposta imunológica

De acordo com a Marjóri Dulcine, diretora médica da Pfizer, a vacina pneumocócica tem em sua composição microorganismo inativado e, por isso, é extremamente segura para efeitos adversos, podendo assim ser utilizada pelo paciente oncológico a qualquer momento. Para a obtenção de melhor resposta imunológica, o momento ideal para a imunização é antes da imunossupressão ou quando o paciente tiver recuperado completamente a imunidade, dependendo da doença base e do tipo de tratamento em que o paciente está sendo submetido.

“Nos pacientes oncológicos e transplantados, o ideal é receber a vacina pelo menos 15 dias antes de iniciar o tratamento oncológico ou de fazer o transplante. Não sendo possível, o ideal é se vacinar quando completa recuperação da imunidade. Para os pacientes oncológicos, de 3 a 6 meses após o fim do tratamento. Para os transplantados de órgãos sólidos, após 2 meses do transplante. E para os transplantados de medula óssea, 6 meses após o transplante”, orienta a médica em retorno para a Associação dos Amigos da Oncologia – AMO pós sensibilização feita pela Área de Relacionamento com o Terceiro Setor da Pfizer.

Acesso em Sergipe

O Programa Nacional de Imunizações distribui em todos os estados do país a vacina polivalente contra a pneumonia bacteriana através dos CRIEs. Para identificar o endereço de uma dessas unidades, basta acessar o portal da Sociedade Brasileira de Imunizações pelo site familia.sbim.org.br. Em Sergipe, a unidade do CRIE está localizada no Hospital de Urgência de Sergipe, possui horário de funcionamento de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 16h, e pode ser contactada pelo telefone (79) 3259.3656 ou pelo e-mail sescrie@saude.se.gov.br.

“Todos os pacientes incluídos no grupo de alto risco para a pneumonia bacteriana podem ter acesso à vacina, independentemente de ser usuário ou não do SUS, de ter plano de saúde ou não. Por isso, estamos orientando todos os pacientes oncológicos a consultarem seus médicos sobre a existência e a importância da vacina, para verificação do melhor momento da imunização, bem como a necessidade de se obter relatório médico com pedido de imunização para ser apresentado a uma junta médica do CRIE, portando cartão de vacinação e do SUS”, explica o jornalista Jeimy Remir, assessor de comunicação da AMO.

Pneumonia no mundo

A pneumonia é uma doença respiratória provocada por bactérias, vírus ou fungos. Cerca de 30% das pneumonias diagnosticadas estão associadas ao pneumococo. Esta bactéria é a responsável por boa parte das hospitalizações e por 1,6 milhão de mortes por ano em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o Brasil está entre os 15 países do mundo com maior incidência de quadros de pneumonias causadas por esse agente. Por isso, a vacinação contra o pneumococo é fundamental para os pacientes de alto risco, principalmente para os oncológicos, os transplantados e os portadores de HIV/Aids.

Fonte: AMO

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