PMA tem até segunda para se pronunciar sobre negociação com médicos

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A audiência de Conciliação aconteceu com o desembargador Diógenes Barreto (Foto: Sindimed)

Na Audiência de Conciliação com o desembargador Diógenes Barreto entre os médicos de Aracaju, representados pelo Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) e a Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) foi dado o prazo pela justiça até a próxima segunda-feira, dia 3, para que a PMA se reporte à Justiça respondendo se quer ou não negociar com os médicos.

Até lá, a greve continua, podendo haver uma suspensão temporária depois da resposta da Prefeitura e com um cronograma definido pela Administração Municipal de como será feita esta negociação; só assim, os médicos marcarão outra assembleia para ‘Suspender de forma temporária’ o movimento, a depender da resposta.

A audiência que teve pouco mais de uma hora, transcorreu de forma tranquila e na avaliação do Sindimed foi positiva, mesmo que a categoria médica não tenha saído com uma resposta definitiva sobre o impasse.

De acordo com o presidente do Sindimed João Augusto, “Apesar da ausência do Prefeito, o Sindimed ver como positiva diante do posicionamento do Desembargador em querer que abra a negociação oficialmente. Nesta audiência o Sindicato já antecipou e colocou algumas propostas alternativas – inclusive está na ata – assinada pelos presentes, mas o desembargador queria que saísse uma decisão oficial de abrir a negociação efetiva. Apesar da presença do procurador-geral do município, mas ele não se sentiu autorizado para responder na audiência, portanto foi dado um prazo até segunda-feira, 3, para a PMA responder (ao Poder Judiciário) sobre o pleito, se irá abrir ou não a negociação”, coloca o presidente, salientando que o Sindimed de pronto confirmou que por parte dos médicos está aberta, prova disto é que foram colocadas algumas propostas.

Ainda de acordo com o presidente, o Sindimed já mostrou que está com vontade de negociar, dando à PMA várias possibilidades de acordo através das propostas alternativas para implementar no ano que vem. “Reduzimos e muito o percentual de reajuste proposto inicialmente – que era o piso da categoria médica, sair de R$ 4.000,00 (que é o salário hoje) para R$12.000,00 (piso) – que era um aumento significativo para apenas a inflação do ano, que é de 2,94%, entre outros, como a Tabela Única para os médicos, mostrando assim ao desembargador e a Prefeitura de Aracaju que estamos abertos a negociar”, pontuou, ressaltando que deixou claro que os médicos não querem que o resultado final por parte da PMA seja zero. “Que fique bem claro tanto para a Justiça, quanto para a PMA, que o objetivo do Sindicato é evitar greves futuras em 2019, 2020, que infelizmente se faz necessária para obter ganhos, mas a categoria já não aguenta mais”.

Greve

Mesmo com a assembleia na tarde desta quinta-feira, 30, na sede do Sindimed, para passar o resultado da Audiência para toda Categoria Médica, só depois que a Prefeitura se posicionar (segunda-feira, dia 3). “Ficou na ata do resultado da audiência que a possibilidade de suspensão temporária do movimento, poderá ser analisado apenas após a resposta da Prefeitura, conforme fora sugerido pelo desembargador. Até esse momento, o movimento está mantido”.

PMA

Gestores da Procuradoria Geral do Município (PGM) e da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) também participaram da audiência. Iniciada a audiência, foi formulada a proposta pelo sindicato de concessão de reajuste linear de 2,94% a partir de outubro deste ano, e a tabela única a partir de 2019. Diante disso, o desembargador relator Diógenes Barreto ressaltou a necessidade de suspensão da sessão, e propôs que fosse estabelecida uma negociação, com definição de um calendário de reuniões, devendo o prefeito Edvaldo Nogueira ser ouvido para que, ao final, fosse comunicado se há a possibilidade de acontecer a negociação.

“Após a apresentação das propostas, foi dado ao município o prazo até segunda-feira, 03, para responder sobre a negociação da categoria. Diante desse cenário, o procurador-geral, Netônio Machado, se prontificou a conversar com o prefeito para que seja decidido sobre a possibilidade de abertura das negociações, nos termos citados”, detalhou a secretária da Saúde de Aracaju, Waneska Barboza.

Fonte: Sindimed

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